Em 2012, 2880 reeducandos foram contemplados com cursos de capacitação como educação de Jovens e Adultos, Brasil Alfabetizado e MT preparatório. A iniciativa faz parte de um projeto do Governo de Mato Grosso, por meio da Fundação Nova Chance (FUNAC) para viabilizar a reinserção social de homens,mulheres e adolescentes privados de liberdade no Estado.

Ao todo, foram atendidas 22 cadeias e sete penitenciárias com os cursos de qualificação. A secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da FUNAC, atendeu 356 alunos no ensino médio, 1831 na alfabetização e 226 no MT Preparatório.

De acordo com diretora executiva da Funac, Mônica Rodrigues, o foco do trabalho é a qualificação profissional. Em 2012, 300 reeducandos foram para o mercado de trabalho formal, fora dos muros da prisão. Para conseguirem uma vaga de emprego, os candidatos são avaliados por uma equipe de psicólogos, pelo judiciário e Ministério Público.

Os reeducandos que conseguem ingressar no mercado de trabalho e os que participam dos programas de estudo são beneficiados pela remição de pena. Segundo Mônica, a pena diminui em 1 dia a cada três dias trabalhados e em um dia a cada 12 horas estudadas. O salário dos reeducandos é dividido em três partes iguais, destinadas para a família, poupança do reeducando e pequenas despensas.

“Percebemos uma relevante mudança de comportamento dessas pessoas. Elas são qualificadas profissionalmente e ainda tem a oportunidade de refletir sobre uma mudança de vida. Hoje a demanda de trabalho esta crescendo pois temos a copa do mundo, e a Secopa já nos procurou para oferecer oportunidades para essas pessoas”, explicou Mônica.

A presidente da FUNAC, Neide Mendonça, explicou que em 2013 a fundação vai dar continuidade nas capacitações e buscar parcerias para aumentar o número de reeducandos beneficiados com os programas de educação e trabalho. “Na construção do sistema prisional todos precisam trabalhar com um só objetivo. É isso que esta acontecendo no atual Governo do Estado de Mato Grosso. A interação entre a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e a Fundação é que faz com que o trabalho obtenha êxito”, avaliou.

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