O espanhol Jaime Alguersuari negocia para voltar à F-1 e se diverte no kart (Foto: Bruno Terena / divulgação)

Ele tem apenas 22 anos e já carrega nas costas três temporadas de Fórmula 1, além de um ano como piloto de testes da fornecedora de pneus. Fora da categoria, Jaime Alguersuari não nega sua intenção de retornar, e segue trabalhando para isso. No Brasil para disputar as 500 milhas de kart, o espanhol diz que está negociando para disputar a temporada 2012 e garante que uma decisão sobre seu futuro não passa do fim deste ano.

“Minha vida é a Fórmula 1. É onde quero estar, é onde estive nos últimos três anos. Agora, com a experiência que obtive junto à Pirelli, creio que isso terá um peso grande para o ano que vem. Todavia, não sei onde vou estar, como vai ser. Acho que nesta semana, ou na próxima, poderei revelar o que farei – disse”, entre um treino e outro no kartódromo Beto Carrero World, em Santa Catarina.

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Jaime mantem seu estilo despojado, que marcou seus três anos de atuação na equipe STR, pela qual se tornou o mais jovem competidor de toda a história da categoria – ele estreou aos 19 anos de idade na categoria. Porém, demonstra maturidade ao falar sobre seus objetivos em um possível retorno à elite do automobilismo.

– Estou muito motivado e com muita vontade de voltar a guiar na F-1 com um carro competitivo. Para mim, a única forma viável de estar na categoria é ter um carro que te dê chances de ficar no top 10. A Fórmula 1 é completamente diferente daquilo que nós podemos entender como competição. A diferença de outros esportes é que, se você não tem um carro competitivo, não pode fazer nada.
O único objetivo é ganhar do companheiro de equipe – resume.

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Sem dar pistas sobre qual equipe teria preferência sobre seu passe, o espanhol aproveita e traça um paralelo entre momento do automobilismo brasileiro na F-1 – que por enquanto tem apenas Felipe Massa confirmado para a próxima temporada – e a situação de seu país, que passa por uma crise econômica após um período de grande fartura. Cenários que, segundo ele, afetam os investimentos nos pilotos destes países.

– O Brasil teve grandes pilotos na Fórmula 1 no passado e terá no futuro. Esta é uma escola fantástica. E estas corridas de kart são o início para gerar campeões. A situação atual do Brasil não é muito diferente da Espanha, que hoje só tem um piloto. Na F-1, as coisas mudam muito rápido, é um mundo muito imprevisível, como o futebol – filosofa.

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