Netos de Fittipaldi, Pietro e Enzo correm nos Estados Unidos (Foto: Reprodução/TV Globo)

Herdeiros da paixão do avô, Pietro e Enzo Fittipaldi começaram desde cedo a se envolver com a velocidade. Ambos já correm nas divisões de base do automobilismo. Pietro, por exemplo, já é campeão da All-American Series, categoria da chamada Stock Car americana, com apenas 15 anos.

“Acho espetacular esse amor deles pelas pistas, desde os cinco anos que eles já estão aí – afirmou Fittipaldi”.

Não é só o gosto pela velocidade que é o mesmo. A tradição na família também se traduz no desenho do capacete dos netos. O estilo do acessório das crianças é igual ao do avô quando corria.

– Sempre vai estar ali, para continuar a tradição da família. Quando eu parar de correr, meus filhos também vão usar – comentou Pietro.

Enzo corre na categoria Bandolero, com jovens de 8 a 16 anos, e já foi campeão do Torneio de Inverno. Todas as categorias possuem nomes similares. Bandits (bandidos) e Outlaws (fora da lei) são algumas das outras divisões de base. A explicação para isso é o fato de que as corridas americanas são originadas das antigas perseguições policiais aos chamados fora da lei.

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Para obter vantagem, Enzo conta ainda com a experiência em casa: ele guarda um papel desenhado pelo avô indicando como ultrapassar um adversário nas pistas.

– Deu certinho. Passei quatro carros em uma corrida – diz o neto mais novo.

Emerson Fittipaldi

Pela primeira vez, Emerson foi assistir ao neto de 10 anos correr nos Estados Unidos. E, de cara, presenciou o desempenho do garoto em um dos circuitos mais conhecidos do país: a pista de Hickory, na cidade de Charlotte. Mas em uma curva, um toque na lateral quebrou a correia do carro de Enzo, forçado a sair da disputa.

– Sempre falo para eles. Se não der certo hoje, sempre tem a próxima corrida, o próximo fim de semana – diz o bicampeão mundial de Fórmula 1.

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Mesmo sem haver tanta competitividade entre os pilotos, os riscos do esporte continuam presentes. Por isso, requer atenção e segurança na pista.

– Apesar de ser uma brincadeira, nesse nível em que eles estão o automobilismo pode machucar, causar algum acidente. O mais importante é respeitar os colegas na pista – adverte o pai dos garotos, Gugu da Cruz.

E é na mesma pista de Hickory que o encontro entre as gerações se concretiza. Pietro e Emerson disputam para ver quem faz a volta mais rápida na pista americana, que costuma durar apenas 15 segundos, em média. Emerson, apontado como piloto calouro, faz uma ultrapassagem na reta final e vence, para surpresa do neto.

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– Ele estava indo rápido demais. Achei que tinha algo errado com meu carro, mas ele que estava correndo rápido mesmo. Ele fez 15.9s enquanto que a pole é 15.3s. Então, está quase lá – explica Pietro.

Depois de uma vitória, a vontade de Emerson de voltar às pistas vem à tona. Neto e avô provam que a paixão pelo asfalto corre no sangue da Família Fittipaldi.

– Ainda comparo às famílias de circo que mantêm a tradição de geração em geração. É um trabalho que eu comecei e eles estão continuando – completa.

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