Depois de ter confidenciado a amigos que estava “sem clima” no Partido da República e até ter ensaiado uma mudança para o PSB, o senador Blairo Maggi (PR) continua onde está e acenou para que o diretório regional e as bases populares façam uma “sondagem” sobre uma possível candidatura ao governo de Mato Grosso, em 2014.

“A tendência é o PR apresentar o nome do senador Maggi para apreciação do eleitorado, porque existe um clamor popular latente, nos municípios, exigindo seu retorno ao governo”, afirmou o presidente estadual do PR, deputado federal Wellington Fagundes, enquanto participava de inauguração de obras com o governador Silval Barbosa (PMDB).

Wellington Fagundes revelou que desde a campanha eleitoral, em pesquisas de opinião pública em que eram inseridas pré-candidaturas para o governo do Estado, em 2014, Blairo Maggi se destacou em todas, como favorito. “É a voz do povo. Todas as aferições indicam que o eleitorado de Mato Grosso, majoritariamente, deseja Maggi seja candidato a governador e volte ao Palácio Paiaguás”, pontuou o presidente republicano.

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Todavia, existe um problema de Maggi disputar o governo de Mato Grosso. Tendo o governador na chapa majoritária, o PR dificilmente poderá ocupar outro cargo – vice ou Senado. E, como deputado  federal mais votado nas últimas três eleições, Fagundes é declaradamente pré-candidato ao Senado. O imbróglio é que sua intenção bate de frente com Silval Barbosa, também pré-candidato ao Senado pelo PMDB, em 2014. “Confesso que eu nunca pensei em candidatura [para 2014]. Penso em fazer o melhor governo possível, porque o povo de Mato Grosso merece”, esquivou Silval, enquanto cumprimentava Wellington.

O esforço feito por Silval, nas últimas semanas, para assegurar o PR ocupando cargos de peso em seu governo demonstra que, se for candidato a senador, deseja estar na chapa em que Maggi disputará a principal cadeira do Centro Político e Administrativo (CPA).

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“Sempre tratei-os [membros do PR] com muito respeito e deixando claro sua importância, para nós. Portanto, seria natural que, em caso de nova disputa eleitoral, estivéssemos juntos”, pontuou Silval.

Já Fagundes prefere não falar da pré-candidatura de Silval ao Senado e, sim, da sua própria. “Nossos correligionários sugerem que devemos tentar a disputa pelo Senado. E eu gosto da ideia. Mas, sim, ainda é muito cedo para discutir isso”, avaliou Wellington, arrancando gargalhadas do próprio Silval e dos deputados estaduais Nininho Bortolini (PR), Zé Domingos (PSD), Dilmar Dal Bosco (DEM) e Teté Bezerra (PMDB).

Para jogar ‘pimenta’ na conversa, o presidente do PSD, vice-governador Chico Daltro, anunciou que o partido também deseja compor chapa majoritária, no pleito de 2014. Só não apontou qual. “Agora não é hora de falar disso. Mas é lógico que o PSD pode ‘falar grosso’, porque foi o principal vencedor das eleições municipais e possui bancada robusta na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa”, resumiu Daltro.

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