Bar onde ocorreu o crime – Foto: Moisés de Souza

O assassinato de um empresário de Paranatinga foi esclarecido pela Polícia Judiciária Civil, com a prisão de quatro pessoas, na terça-feira (11).  Neif Cavalcante Junior, 35 anos, foi morto no dia 26 de outubro, em um bar da cidade. O empresário foi confundido com outra pessoa que havia se envolvido em uma briga e acabou sendo morto por engano.

O autor dos disparos A.C.G., 43 anos, o mandante do crime, W.B., e outros dois envolvidos, S.C., 34 anos, e J.P.L., 40 anos, foram presos em cumprimento de mandados de prisão temporária, requerido nas investigações do delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, com apoio da Diretoria de Inteligência, em Cuiabá.

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O executor dos disparos, A.C.G., foi preso em Barra do Garças, por uma equipe policial, comandada pelo delegado Herodoto Souza Fontenelle, da Delegacia de Roubos e Furtos, e transferido para Paranatinga. Ao ser interrogado, o acusado contou que no dia do crime, passou a tarde toda consumido bebidas alcoólicas em um bar, no bairro Bica D`água. Ao anoitecer chegaram ao local os outros três. W.B. contou a A.C.G. de uma briga ocorrida à beira de um rio, por conta de um rapaz que havia mexido com a filha de S.C.

O casal, W.B. e S.C., pediram para A.C.G. guardar o revólver calibre 38 que portava, enquanto procuravam os rapazes que haviam provocado à briga. Eles ainda pediram proteção ao executor, acusado também de assassinar o presidente de um sindicato rural do município de Campo Novo do Parecis, por desentendimento de terra.

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O acusado contou que em outro bar da cidade, viram um rapaz que estava sentado em uma mesa olhando para eles. Nisso, A.C.G. perguntou para W.B. qual era a pessoa, a da direita ou da esquerda, quando a vítima se levantou e virou em direção de A.C.G., que efetuou disparos. A vítima ainda tentou se defender entrando em luta corporal, mas acabou sendo atingida por mais disparos.

Em seguida, o autor buscou sua motocicleta que havia deixado no primeiro bar e fugiu da cidade. O acusado contou à polícia que não recebeu dinheiro para matar o empresário. Ele também revelou que conhecia W.B. e S.C. apenas há dois meses.

O delegado Vitor Hugo disse que o crime teve muita repercussão na cidade, por ser a vítima uma pessoa conhecida. “Logo que aconteceu a Polícia Civil começou um trabalho minucioso de investigação, chegando aos suspeitos”, afirmou.

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Conforme o delegado, as investigações tiveram apoio da Diretoria de Inteligência, Delegacia Regional de Rondonópolis, Delegacias de Poxoréu, Primavera do Leste e Barra das Garças.

A arma do crime foi apreendida pela polícia com o autor e encaminhada a perícia.

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