Park Geun-hye saúda seus partidários ensta quarta-feira (19) em Seul (Foto: AFP)

A vencedora das eleições presidenciais da Coreia do Sul, Park Geun-hye, disse nesta quarta-feira (19) que sua vitória vai ajudar a economia do país a se recuperar.

“Esta é uma vitória trazida pela esperança do povo para superar a crise e pela recuperação econômica”, afirmou a conservadora Park a repórteres em Seul.

A Coreia do Sul viu seu crescimento cair para pouco mais de 2% este ano, de uma média anual de 5,5% durante as décadas de crescimento meteórico, quando se transformou de uma nação em desenvolvimento para a quarta maior economia da Ásia.

Park, 60 anos, filha de Park Chung-Hee, ditador que comandou o país durante 18 anos até seu assassinato em 1979, venceu, segundo a Comissão Eleitoral.

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Ela derrotou o centro-esquerdista Moon Jae-In, que já admitiu a derrota.

Em um dia eleitoral que foi feriado, 40,5 milhões de sul-coreanos estavam registrados para comparecer às urnas.

As pesquisas antes da votação já mostravam uma disputada apertada entre Park, do PNF, e Moon, do Partido Democrata Unido (DUP, centro-esquerda, principal partido de oposição).

Park Heun-Hye é a filha de Park Chung-Hee, um brutal autocrata, que promoveu a industrialização forçada do país e que permaneceu no poder até o assassinato em 1979.

A mãe dela foi morta em 1970 por um militante favorável à Coreia do Norte, que tinha a intenção de atingir o ditador com seus tiros.

“Estimulo os eleitores a desafiar o frio e votar para abrir uma nova era neste país”, declarou Park depois de depositar seu voto em Seul, onde a temperatura era de 10 graus negativos.

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Moon Jae-In, 59 anos, é uma das principais figuras da oposição no período sombrio do país e um adversário notório dos militares. Ele foi preso nos anos 1970 por defender a democracia.

Os dois tentaram atrair a classe média e os mais desfavorecidos, com promessas de combater as crescentes desigualdades na quarta economia asiática.

A Coreia do Norte não foi sequer um tema da campanha eleitoral, apesar de Pyongyang ter executado um lançamento de foguete na semana passada, coincidindo com o primeiro aniversário da morte do dirigente comunista Kim Jong-Il.

Park e Moon manifestaram o desejo de estimular as relações entre as duas Coreias. Park foi mais reservada, no entanto, porque os conservadores defendem há muito tempo uma linha intransigente com Pyongyang.

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Moon defende a retomada da ajuda sem condições à Coreia do Norte e pediu uma reunião com o dirigente deste país, Kim Jong-Un, filho de Kim Jong-Il.

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