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Consumidores ficaram sem energia no fim da tarde do último sábado (15) em Mato Grosso. Conforme nota divulgada pela Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat), a interrupção foi provocada por uma ocorrência no Sistema Interligado Nacional (SIN). Em Mato Grosso, quase todos os municípios ficaram sem energia, exceto Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, onde o corte no fornecimento de energia foi parcial, a partir das 16h55, e a região de Poconé, Cáceres e São José dos Quatros Marcos, que não foi afetada.

A concessionária ainda não recebeu as informações sobre a extensão e sobre as causas da ocorrência, que provocou a atuação do Esquema Regional de Alívio de Carga (Erac). Problema semelhante deixou cerca de 2 milhões de consumidores sem luz em vários várias regiões do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que está investigando a causa do “apagão”.

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Enquanto isso, centenas de consumidores estão cada vez mais descontentes com o aumento no valor da conta de energia no Estado. Alguns contam que sofreram aumento abusivo nas contas de luz entre os meses de agosto a novembro. “Quanto mais tentamos diminuir o gasto de energia, mais o consumo aumenta”, reclama a consumidora Sandra Gugel.

O aumento de 9,54%, que vai proporcionar um incremento de pelo menos R$ 16 milhões por mês no caixa da Cemat, foi considerado abusivo pelo vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, na Assembleia Legislativa, Emanuel Pinheiro (PR) que estuda ingressar com ação judicial para rever o reajuste. Além disso, o deputado apresentou ofício para que o Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem/MT) faça aferições em medidores e demais equipamentos de medição de energia elétrica com o objetivo de verificar possíveis irregularidades.

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Segurança energética – Enquanto Mato Grosso sofre com constantes quedas de energia, o setor elétrico local ganha reforço com a prorrogação do contrato de arrendamento da Usina Governador Mário Covas (Termelétrica de Cuiabá) pela Petrobras por mais 1 ano. Os termos da negociação foram concluídos no início de dezembro, mas a parceira foi oficializada na última semana com a assinatura do documento pelo órgão federal. O contrato firmado em setembro de 2011 se encerrava no fim deste mês e agora terá validade por mais 12 meses, o que já estava previsto, segundo Fábio Garcia, diretor-presidente da Empresa Pantanal Energia (EPE).

Desde setembro, devido a baixa nos reservatórios das hidrelétricas do país, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) decidiu acionar a usina Mário Covas em sua capacidade máxima (de 480 megawatts-hora/dia). A Termelétrica de Cuiabá ficou sem gerar energia por 4 anos e voltou a operar em abril deste ano.

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