Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, recebeu o relatório nesta terça-feira (18). (Foto: Arquivo / G1 / Reuters)

A investigação independente sobre o ataque ao consulado dos Estados Unidos na cidade de Benghazi, Líbia, em 11 de setembro, expõe falhas de segurança antes do atentado e atribui a culpa ao Departamento de Estado, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (18).

O relatório, recebido pela secretária de Estado, Hillary Clinton, critica duramente o Departamento de Estado pela “falta de pessoal experiente e testado” para garantir a segurança do consulado, que estava sendo protegido basicamente por “milícias locais”.

Segundo a investigação, foram ignorados os pedidos de funcionários da embaixada em Trípoli para melhorar a segurança do consulado em Benghazi antes do ataque, no qual morreram o embaixador americano na Líbia, Chris Stevens, e outros três compatriotas.

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O documento conclui ainda que os serviços de inteligência americanos não tinham, antes do ataque, “nenhuma informação imediata e específica” sobre uma ameaça terrorista contra o consulado.

Os Estados Unidos enviarão centenas de fuzileiros para reforçar a proteção de suas sedes diplomáticas, informou Hillary em mensagem enviada ao Congresso junto ao relatório.

O ataque, que matou quatro funcionários americanos, inclusive o embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Chris Stevens, foi atribuído a princípio por Washington a um protesto espontâneo contra o filme “A Inocência dos Muçulmanos”, que ridicularizava o profeta Maomé.

Posteriormente, a administração Obama admitiu que o ataque foi uma ação planejada de grupos armados líbios ligados à rede terrorista Al-Qaeda.

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Apesar de a investigação culpar duas agências do Departamento de Estado – a de segurança diplomática e a de Assuntos de Oriente Médio – por não terem coordenado um plano de segurança adequado para o consulado, não considera que se deva iniciar uma ação disciplinar contra nenhum funcionário.

Em carta enviada ao Congresso, Hillary apontou que aceita todas as recomendações – 29 no total – do relatório independente.

O almirante retirado Michael Mullen, um ex-chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, e o ex-diplomata Thomas Pickering foram os autores da investigação, encomendada pela própria Hillary.

Nesta quarta-feira (19), Mullen e Pickering irão ao Congresso para responder, a portas fechadas, a perguntas sobre o relatório.

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A atual embaixadora dos EUA perante a ONU, Susan Rice, renunciou na semana passada à possibilidade de ser secretária de Estado precisamente pela polêmica sobre o ocorrido na Líbia.

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