Em 1982, Nelson Piquet brigou com Eliseo Salazar após ser tirado da pista (Foto: Reprodução de TV)
Em 1982, Nelson Piquet brigou com Eliseo Salazar após ser tirado da pista (Foto: Reprodução de TV)

Trinta anos depois de literalmente apanhar do tricampeão Nelson Piquet numa corrida de Fórmula 1 na Alemanha, Eliseo Salazar ainda está na ativa. Aos 57 anos, o veteraníssimo chileno, que também já disputou provas tradicionais como 500 Milhas de Indianápolis, 24 Horas de Le Mans e Rally Dakar, participa neste fim de semana das 24 Horas de Daytona, prova de longa duração mais importante dos Estados Unidos. Mesmo assim, até hoje seu nome é ligado a um caso que já entrou para o folclore da Fórmula 1: a briga com o brasileiro Nelson Piquet.

No circuito de Hockenheim, em 1982, Piquet liderava a corrida com sua Brabham. Porém, ao tentar colocar uma volta sobre Salazar, acabou fechado pelo retardatário em uma das chicanes, o que resultou no abandono de ambos. Enfurecido, Piquet não teve dúvidas: soltou o cinto e, ainda de macacão e capacete, partiu para cima do chileno, que fazia apenas sua segunda temporada na categoria. Com ótimo humor, Salazar, que disputará a prova de Daytona com um modelo Porsche da divisão GT, ainda faz piada sobre os socos e chutes que levou do brasileiro após a colisão.

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– Sempre fui muito amigo de Nelson e infelizmente houve aquele episódio. Mas, duas semanas depois, já estávamos falando normalmente e até fizemos umas fotos como se fossemos lutadores de boxe! Ele foi muito importante no meu começo de carreira e sempre quis ser como ele – comentou Salazar.

O lado irônico da briga é que, cerca de dez anos depois, Piquet descobriu que sua corrida não duraria muito tempo. Em uma reunião comemorativa com os antigos membros da BMW, que fornecia motores à equipe naquela temporada, o brasileiro soube que seu propulsor estava prestes a quebrar. O choque com Salazar só antecipou as coisas. Ao saber disso, Nelson telefonou imediatamente ao chileno, e ambos voltaram a rir do episódio.

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Mesmo com a idade avançada para um piloto, Eliseo diz que ainda pretende se divertir nas pistas por mais algum tempo.

– Amo o automobilismo e ainda tenho prazer em competir. Corro desde 1974 e no ano que vem completarei 40 anos de automobilismo, então vou continuar pelo menos até lá – afirma.

Nas 24 Horas de Daytona, as equipes são obrigadas a inscrever ao menos três pilotos. O time que venceu a prova no ano passado contava com um brasileiro, Oswaldo Negri Jr. Em 2013, ele disputará a prova mais uma vez. Esta edição da clássica prova, que será disputada pela 51ª vez, terá outros 15 brasileiros, incluindo o recordista de GPs na Fórmula 1, Rubens Barrichello.

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