A comunidade indígena da tribo Bakairi, das Aldeias Santana e Nova Canaã, localizadas no município de Nobres, concluíram no dia 8 de janeiro o plantio de uma tonelada de arroz de terras altas, numa área de 22 hectares. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) disponibilizaram semente de arroz da variedade BRS Sertaneja. A colheita está prevista para final do mês de abril.

O supervisor da Empaer, Amarildo Sampaio Anchieta, fala que a previsão é atingir uma produtividade média de 55 toneladas, em torno de 2.500 quilos de arroz por hectare. A maior parte da produção será dividida entre as comunidades, o excedente será comercializado na cidade e o restante guardado para produção de semente na próxima safra. Sampaio explica que na aldeia Santana foram plantados 17,5 hectares e na Canaã 4,5 hectares de arroz. Foi realizada a análise do solo nas aldeias e aplicação de 60 toneladas de calcário, doados pela Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf).

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O cacique da tribo Bakairi, Arnaldo da Silva, está satisfeito com o plantio e pretende nesta safra ampliar o cultivo, introduzindo o feijão de sequeiro. O pesquisador da Empaer, Valter Martins de Almeida comenta que já foram instaladas no ano passado, unidades de feijoeiro comum em 15 municípios do Estado, disponibilizando para a semeadura 16 cultivares de feijão dos grupos comerciais preto, carioca, mulatinho, roxinho, exportação e jalo. A comunidade indígena também receberá orientações sobre época de semeadura, espaçamento, tratamento de sementes, controle de pragas e doenças, como foi feito no plantio de arroz.

Amarildo destaca que a intenção da comunidade indígena é implantar uma horta caseira e um pomar para atender aproximadamente 120 pessoas. O trabalho de assistência técnica e extensão rural diferenciado conta com a parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). “Estaremos visitando a tribo Bakairi no próximo dia 22 de janeiro, para conferir o desenvolvimento dos grãos na lavoura”, ressalta o supervisor.

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