Duas brasileiras foram presas em Boca Raton, no Estado americano da Flórida, acusadas de coordenar um esquema de prostituição e lavagem de dinheiro. Denise McCoy, 34 anos, e Sara Marin, 42, foram detidas depois que outra brasileira denunciou a dupla à polícia americana. Os serviços, anunciados pela internet sob o nome “Sara’s Entertainment Service” (“Serviço de Entretenimento da Sara”), rendiam milhares de dólares às mulheres, segundo o jornal The Palm Beach Post.

Denise, que é casada com um policial americano, e Sara, que é conhecida por vários apelidos, gerenciavam a rede – que tinha outras seis mulheres contratadas – e também se prostituíam. De acordo com a polícia, o esquema rendeu milhares de dólares desde fevereiro de 2012 – Sara vivia em uma casa de seis quartos em Canyon Isles.

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BRASILEIRA DENUNCIOU

As autoridades chegaram à dupla depois que outra brasileira – Carla Sardinha, que havia sido detida pela polícia de imigração, denunciou a rede. A mulher disse que foi forçada a trabalhar como prostituta em Boca Raton por nove meses. Ela havia viajado do Brasil aos Estados Unidos em agosto de 2011 e se encontrou com Sara após tê-la conhecido pela internet.

Sara Marin teria contado a Carla que possuía um serviço de acompanhantes e oferecido um emprego. Em setembro, Carla ligou para Sara, mas falou com Denise, que teria dito a ela que o trabalho não envolvia contato sexual. Porém, quando Denise descobriu que Carla não possuía documentos para ficar no país, começou a chantagem – ela disse que a mulher seria presa se não tivesse relações sexuais com os clientes por conta de sua situação ilegal.

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Pelo menos seis prostitutas com idades entre 21 e 30 anos se encontravam com homens em pelo menos dois apartamentos no subúrbio da cidade. Elas geralmente cobravam US$ 200 por hora (R$ 407), e metade era pago às donas do negócio. Os pagamentos eram a única fonte de renda de Sara e Denise, segundo as autoridades.

O marido de Denise, o policial Samuel McCoy, não foi preso e não faz parte do objeto das investigações, segundo John Vecchio, supervisor de crimes violentos do centro regional de polícia da Flórida. Samuel está suspenso da corporação desde 2009 por assistir pornografia no local de trabalho.

As duas brasileiras presas enfrentam acusações de lavagem de dinheiro e por contratar prostitutas e usar os lucros delas. Sara e Denise não devem ser indiciadas por tráfico humano porque as autoridades não encontraram provas sobre isso. “Não encontramos nada que nos faria acreditar que (as prostitutas) estavam trabalhando contra a própria vontade”, disse Vecchio.

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