O fim de semana foi bastante chuvoso em Mato Grosso, o que pode trazer consequências negativas à colheita de soja no Estado, de acordo com a Somar Meteorologia. No município de Água Boa, por exemplo, a média de precipitações de janeiro foi atingida já na metade do mês. O acumulado é de 315 milímetros (mm) este ano e apenas no fim de semana o volume chegou a 228 mm.

O avanço de uma frente fria, associada com a umidade da Amazônia, foi o responsável pelo retorno das chuvas de forma mais generalizada sobre as áreas produtoras de soja do Centro-Oeste, o que ajudou na recuperação da umidade do solo. Em Mato Grosso, os índices agora variam de 90% a 100%. Na semana passada, grande parte do Estado estava com cerca de 60% de água disponível no solo.

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As chuvas trouxeram alívio para muitos agricultores, pois o tempo seco era propício ao aparecimento de pragas, especialmente a lagarta. Mas, agora, a continuidade do tempo fechado pode atrapalhar o andamento da colheita no Estado. Segundo o climatologista da Somar, Paulo Etchichury, a presença de uma frente fria mantém chuvas sobre o Centro-Oeste ao longo da semana.

Os acumulados mais altos devem ser observados entre o centro e o oeste de Mato Grosso, com volumes de até 100 mm. Na próxima semana, as chuvas generalizadas devem provocar acumulados entre 70 mm e 100 mm em todas as regiões. Os problemas com a colheita devem ser registrados no fim de janeiro, de acordo com a Somar, pois continua a chover e os volumes devem variar de 100 mm a 130 mm no leste do Estado.

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