No movimentado mercado de turismo, o Rio ganhou mais do que a preferência dos gays: a cidade lucra altas cifras com a ‘moeda rosa’, que injeta na economia local cerca de R$ 5 milhões por dia, em média. A estimativa leva em consideração que, dos 2 milhões de turistas que desembarcam na cidade por ano, cerca de 500 mil são LGBTs — Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros. Cada um desses visitantes desembolsa por aqui, em média, R$ 400 por dia — duas vezes mais do que os demais turistas.

As expectativas são ainda mais otimistas: o segmento cresce 20% ao ano. O Rio está em segundo lugar entre os destinos mais citados para viagem em 2013, numa pesquisa feita com 100 mil entrevistados pela Out Now, empresa de consultoria especializada em mercado LGBT. No ano passado, estava na terceira posição. No topo da lista está Nova York. Em 2012, o turismo LGBT no mundo gastou cerca de US$ 165 bilhões, segundo a Out Now.

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O secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro, disse que o Rio busca permanecer nas disputas como melhor destino para o segmento. “Apoiamos o turismo gay. Participamos de feiras e eventos para manter o setor em alta.” À frente da Coordenadoria de Diversidade Sexual, o estilista Carlos Tufvesson acredita que um dos motivos da procura do Rio é a intensa programação noturna voltada para este público, além da boa convivência com o carioca, considerado bom anfitrião.“A programação gay no Rio é maior do que em muitas cidades no mundo. A iniciativa privada sempre se organizou nesse sentido, trazendo, por exemplo, DJs de fora”, afirmou.

ELES FICAM MAIS TEMPO

O mercado turístico LGBT é formado, em geral, por pessoas entre 20 e 55 anos, com renda superior à média. Eles ficam mais tempo nos destinos e fazem de três a quatro viagens por ano.

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Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis, apesar de o Rio estar à frente de outras cidades no combate à homofobia, ainda existe muito preconceito. “O Rio é lindo, mas ainda recebemos muitas denúncias. Aquele caso do taxista no Aeroporto do Galeão que se incomodou com o casal homossexual que se beijou não é uma exceção”, afirmou ele.

CIDADE ACOLHEDORA

O Rio atrai principalmente por ser uma cidade acolhedora. “Somos de Minas. Em outras cidades, sinto certo preconceito. Aqui, não”, conta o empresário Marcos Reink, 39, de Juiz de Fora, que veio passar o verão no Rio com o namorado, o cabeleireiro, Eduardo Barros, 24. O casal carioca Alexandre Guimarães, 28, gerente comercial, e Mario Freitas, 26, professor, se orgulha por viver no Rio. “O que importa é o encontro das almas, seja de que sexo for”, diz Mario.

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