O oposto Paulo Victor foi o maior pontuador do Rio de Janeiro com 15 pontos na vitória por 3 a 0 sobre a equipe de São Bernardo, quinta-feira, no Maracanãzinho (Foto: Alexandre Loureiro/INOVAFOTO)
O oposto Paulo Victor foi o maior pontuador do Rio de Janeiro com 15 pontos na vitória por 3 a 0 sobre a equipe de São Bernardo, quinta-feira, no Maracanãzinho (Foto: Alexandre Loureiro/INOVAFOTO)

Na súmula antes de cada jogo ele assina Paulo Victor Costa da Silva. Já para os companheiros de time ele é apenas Da Silva. Chamado pelo nome de batismo ou pelo simples apelido, o fato é que o camisa 5 do Rio de Janeiro ainda é um mero desconhecido da torcida brasileira. Mas por pouco tempo, e não por acaso. Disputando sua segunda Superliga após cinco anos fora do Brasil – três deles jogando na Áustria -, Paulo Victor ou simplesmente Da Silva deixou o selecionável Théo no banco de reservas nos dois últimos jogos e, aos poucos, vem conquistando a confiança dos torcedores cariocas, pois a do técnico Marcelo Fronckowiak ele já tem faz tempo.

O conceito de uma equipe não se consiste apenas na presença de seis jogadores, e sim de um elenco inteiro. O Paulo Victor não é nenhuma surpresa para mim, pois já conhecia as qualidades dele há muito tempo. Ele tem começado os últimos jogos como titular, mas é importante dizer que o Théo é um jogador diferenciado, que infelizmente não não passa por um bom momento, mas com certeza vai recuperar seu jogo e voltar para nos ajudar na sequência da Superliga – afirmou o treinador do Rio de Janeiro, que comemorou a maneira com que a equipe voltou a atuar após um início irregular no returno da competição.

Apesar dos elogios do chefe, Paulo Victor mantém os pés no chão. Tímido, mas com o sorriso escancarado no rosto após se destacar na vitória por 3 a 0 sobre o São Bernardo, o oposto comemorou a boa fase e afirma que não se considera titular absoluto.
Não me considero titular absoluto da equipe, pois temos um plantel muito bom onde todos podem jogar”
Paulo Victor

“Fiquei muito feliz por ter entrado bem contra o Pindamonhangaba e ter jogado como titular nas duas últimas vitórias. Mas não me considero titular absoluto da equipe, pois temos um plantel muito bom onde todos podem jogar – afirmou o maior pontuador da vitória do Rio contra a equipe paulista, com 15 pontos”.

Antes de deixar o Brasil com apenas 21 anos para jogar na Europa, Da Silva defendeu o São José dos Campos (SP) e teve uma rápida passagem pelo vôlei argentino. Mas foi no desconhecido mercado austríaco que o oposto do Rio de Janeiro mostrou suas qualidades. Pior do que o intenso frio europeu, que o obrigou a meter a mão no bolso para gastar seus euros com muitos casacos, foi encontrar motivação para disputar uma liga tão pouco atraente.

Essa é apenas minha segunda temporada no Brasil. Ainda estou me adaptando, pois saí daqui muito cedo e o vôlei austríaco é muito diferente do nosso. Ao contrário da Superliga, que conta com muitas equipes de qualidade, lá existem apenas uns quatro times que se equivalem – explicou.

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