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Um novo grupo, o Movimento Islâmico do Azawad (MIA), nascido de uma cisão do grupo islamita armado Ansar Dine (Defensores do Islã), foi criado no Mali e anunciou em um comunicado recebido pela AFP nesta quinta-feira (24) que quer “avançar em direção a uma solução pacífica”.

“O MIA afirma da maneira mais solene que se desvincula totalmente de qualquer grupo terrorista, condena e rejeita qualquer forma de extremismo e de terrorismo e se compromete a combatê-los”, afirma o comunicado.

“Composto exclusivamente de nacionais (malinenses), o MIA reafirma sua independência e sua vontade de avançar em direção a uma solução pacífica” para a crise no Mali, acrescenta o comunicado.

Esta divisão ocorre cerca de duas semanas após o início, no dia 11 de janeiro, da intervenção militar francesa no Mali para ajudar o exército malinense a reconquistar o norte do país, dominado desde 2012 por grupos islamitas ligados à Al-Qaeda, entre eles o Ansar Dine, onde cometeram diversos abusos em nome da sharia (lei islâmica).

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O novo grupo “faz um chamado às autoridades malinenses e à França para um fim das hostilidades nas zonas que ocupamos, as regiões de Kidal e Ménaka (nordeste do Mali), e (para) criar um clima de paz que nos permitirá ir em direção ao estabelecimento de um diálogo político inclusivo”.

O MIA foi criado depois “de vários dias de debates e encontros” de chefes, personalidades e combatentes da ala moderada do Ansar Dine, um movimento dirigido pelo ex-rebelde tuaregue malinense Iyad Ag Ghaly.

O secretário-geral da MIA é Alghabasse Ag Intalla, procedente de uma das grandes famílias tuaregues da região de Kidal, que dirigiu a delegação de Ansar Dine nas negociações realizadas no fim de 2012 em Ouagadougou sob a mediação de Burkina Faso sobre a crise do Mali.

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