Reprodução/ Rede Globo
Reprodução/ Rede Globo

“Quero completar 70, 80, 90, 100 anos no palco, pegando no batente como faz até hoje a Bibi Ferreira”, deseja Marília Pêra, uma das atrizes mais consagradas do país.

Pedido atendido. Nesta terça-feira (22) essa carioca, filha de artistas, se torna uma setentona – enxutíssima – e festeja dentro da coxia do teatro e dos estúdios de TV.

Em cartaz no ”Oi Casa Grande”, Zona Sul do Rio, com a peça ”Alô Dolly ”, e estreando, nesta mesma terça, a série ”Pé na cova”, de Miguel Falabella, a atriz tem trabalho de sobra. A festa, ela garante, é o de menos. ”Não quero comemorar com grandes invenções… Minhas amigas ficam me perguntando o que vou fazer e eu respondo ‘nada’. Para mim, não há nada de especial nessa idade, pois faço 70 me sentindo com 35, e comemoro do melhor jeito: trabalhando. Estou feliz… Sei o peso de ter essa idade, e isso é meio maluco, mas estou realizada, trabalhando… Plena na minha carreira, com a cabeça tranquila e saudável”, diz.

Leia também:  Do outro lado do Paraíso | Fabiana desconfia da nova empregada

O segredo para se sentir com metade da idade é o cuidado com a saúde. ”Tenho 1,60m e peso 47kg desde adolescente. Não sou vaidosíssima, mas me preocupo com o que como, ou seria gorda! Fiz balé a vida toda, desde os 14 anos, e isso ajudou o corpo a ser modelado. Também por causa do balé eu me liguei muito à necessidade de fazer exercício. Isso me manteve fininha, coisa que antes eu detestava. Via minhas pernas finas e queria os coxões das mulheres da praia”, confessa a atriz, que hoje comemora a figura esguia.

“Quanto mais fina, menos pele sobrando, e menos o corpo denuncia que está ficando velho. Por outro lado, vejo muitas colegas lindas, jovens, e tenho aquela ponta de inveja… A questão é que já não tenho paciência para sacrifícios enormes”, avalia.

Leia também:  Rico e Lázaro | Daniel avisa Evil-Merodaque sobre a destruição da Babilônia

Na trama de Falabella, Marília será uma maquiadora de mortos. Ter sido sempre cuidadosa com o visual proporcionou certo know-how para a personagem. ”Quando eu fiz balé, não havia gente para nos maquiar antes do espetáculo. Eu mesma aprendi a fazer isso, a passar um pó, desenhar os olhos. No fim, é isso que a Darlene faz. Ela se vira sozinha para embelezar gente que já morreu. É uma delícia de papel, ao lado do meu querido Miguel. Esse sim é um grande presente”, diz.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.