O padrão de chuvas nesse começo de 2013 se inicia do mesmo jeito que terminou em 2012, isto é, chuvas apenas na forma de pancadas e isoladas, porém com maior frequência. A projeção é do agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Somar Meteorologia. “Apesar de que em muitas regiões produtoras do Centro-oeste e também do Sudeste vem ocorrendo ausência de chuvas, isto é, devido a esse padrão de chuvas, algumas regiões não vêm registrando chuvas em volumes suficientes para suprir todas as demandas hídricas das plantas e dessa forma, muitas lavouras apresentam reduções em seus potenciais produtivos, como é o caso da soja”, observa.

De acordo com o agrometeorologista, isso vem sendo comprovado com a realização da colheita dessas primeiras lavouras de soja do Mato Grosso. Apesar do percentual de área colhida ainda não representar nem 2% de toda a área plantada no Estado, a média de produtividade de algumas dessas lavouras não ultrapassa os 52 sacos/ha. Além disso, com a falta de chuvas regulares ainda estão ocorrendo prejuízos pela alta incidência de pragas, como lagartas e percevejos. “Por outro lado, os focos de ferrugem asiática não vêm se alastrando como se previa, o que é um bom sinal”, observa. E essa mesma condição está sendo observada também sobre as áreas produtoras de São Paulo e Minas Gerais, onde em algumas regiões a falta de chuvas regulares já ultrapassa os 20 dias.

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No Paraná a situação é bem semelhante, principalmente sobre a região noroeste do Estado, onde a falta de chuvas está comprometendo o desenvolvimento das lavouras e consequentemente causando reduções nos potenciais produtivos. O único estado que até o momento está sendo beneficiado pelas chuvas é o Rio Grande do Sul, onde as chuvas regulares e com volumes bem acima da média estão mantendo os solos com bons níveis de umidade e proporcionando excelentes condições ao desenvolvimento das plantas. “Porém, não se pode deixar de considerar que devido aos fortes temporais, seguidos muitas vezes por queda de granizo, houve perdas, contudo essas perdas apesar de serem grandes onde ocorreram, acima dos 80%, são pontuais e não irá impactar negativamente sobre a produção estadual. Até porque, com 15% das áreas em florescimento, essas chuvas estão trazendo benefícios às lavouras”, constata.

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De acordo com o agrometeorologista, para essa semana uma nova frente fria irá se formar entre hoje a noite e amanhã, onde irá provocar chuvas com altos volumes acumulados sobre o Rio Grande do Sul e essa frente avança no decorrer da semana sobre os demais Estados do Sul e também sobre o Sudeste e Centro-oeste, onde irá provocar também bons volumes de chuvas. “Porém é na semana que vem que estão previstas volumes extremamente elevados para o Mato Grosso e Goiás na qual irão impossibilitar a realização dos trabalhos de colheita, já que muitos produtores estão realizando a dessecação de suas lavouras. Mas por outro lado, não estão previstas grandes períodos de invernada, o que poderá de certa forma, favorecer os trabalhos de campo. E por causa de todas essas intempéries climáticas, muito provavelmente as produções estimadas, por diversas empresas do setor, talvez não se confirme”, conclui Marco Antonio.

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