Uma tonelada e sessenta e cinco quilos de drogas apreendidas e 901 pessoas indiciadas por tráfico de drogas, em 2012. Os dados mostram o trabalho de repressão ao tráfico de entorpecentes das polícias estaduais, no incessante combate ao narcotráfico e controle da epidemia do uso de drogas na Grande Cuiabá. Uma média de 45% das pessoas conduzidas em flagrante era reincidente no crime de tráfico de drogas.

Por tipo de substância foram 473 kg de cocaína e 592 kg de maconha apreendidas. A somatória representa o dobro da droga retirada de circulação na Grande Cuiabá, em 2011, e se aproxima de toda a apreensão ocorrida em Mato Grosso, no ano passado, quando foram apreendidos 1.439 quilos.

No levantamento da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Judiciária Civil, 721 homens e 180 mulheres foram indiciados em 818 inquéritos policiais enviados as Varas de Delitos de Tóxicos, em 2012. Outros 2.342 usuários de drogas responderam termo circunstanciado de ocorrência (TCO), nos Juizados Especiais de Cuiabá e Várzea Grande.

De acordo com a delegada Alana Cardoso, titular da Delegacia de Entorpecentes, o crescimento mensal de prisões está entre 50 a 60%, em relação ao ano de 2011. Chegou a 100% no mês de maio de 2012, de 32 para 113 indiciamentos”, afirma.

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O trabalho repressivo e a alta reincidência no crime de tráfico de drogas são fatores do volume de prisões encaminhadas diariamente aos plantões da Polícia Civil e indiciamento na Delegacia de Entorpecentes. “Acreditamos que 45% já têm passagem anterior por tráfico. Às vezes isso é até um dos elementos a mais que leva a autoridade plantonista a fazer o flagrante na hora”, explica Alana Cardoso.

A delegada também aponta para o aumento das operações policiais, principalmente de identificação dos abastecedores de drogas. Em 2012, a DRE levou a prisão 70 fornecedores de drogas investigados em dez grandes operações policiais. Outras cinco operações integradas também culminaram em grandes apreensões de drogas e prisões de traficantes. “Superamos bastante a meta. Produzimos muito, tanto no volume de entorpecente apreendido, no número de pessoas. A quantidade de operações realizadas foi muito maior do que no ano anterior”, observa Cardoso.

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No ano de 2011, as apreensões somaram 555.798 quilos de drogas – 253 quilos de cocaína e 303 quilos de maconha – e 583 pessoas indiciadas por tráfico de drogas. No ano passado, a Especializada instaurou 612 inquéritos policiais, 37 termos circunstanciados de ocorrência e cumpriu mais de 60 mandados de prisão em operações policiais. No ano de 2010, foram abertos 555 inquéritos policiais, 30 TCO e efetuadas 62 prisões por mandados.

Para a delegada, os números não significam aumento da ação dos traficantes e nem no volume de drogas circulando, mas sim intensificação do trabalho ostensivo da Policia Militar e das investigações da Policia Civil. “Reputo esse aumento impressionante a maior atuação da Polícia Militar e temos que louvar essa iniciativa de combater o tráfico”, declara.

Para o delegado adjunto, Gustavo Garcia Francisco, o enfrentamento ao tráfico de drogas é complexo e envolve diversas ações locais, na fronteira e ainda atividades de prevenção, como as desenvolvidas pelo programa De Cara Limpa Contra as Drogas, executado sob a coordenação da Delegacia de Entorpecentes. “Atuamos dentro do Plano Nacional de Drogas e uma dessas vertentes é reduzir a oferta de drogas. Outra é o controle da demanda e isso se faz com prevenção”, destaca o delegado.

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Denúncias de tráfico de drogas podem ser feitas pelo disque-denúncia, 197 ou 3901-3451, da DRE.

Mulheres no tráfico

As mulheres estão presentes na maioria das organizações criminosas investigadas, algumas até ocupando cargos importantes no comando da quadrilha. No tráfico de drogas, a situação não é diferente. Em 2012, 180 mulheres foram presas e indiciadas por tráfico de drogas. Algumas tinham vínculo afetivo com traficantes ou foram usadas como “mulas”, pessoas que transportam a droga.

De acordo com o delegado Gustavo Garcia Francisco, nas bocas de fumo, muitas vezes, o comércio de drogas passa do marido para a mulher e para os filhos, quando o chefe da família é preso. “Algumas mulheres continuaram executando as funções que seus companheiros faziam”, afirma.

“Prendemos mais mulheres no tráfico doméstico. No tráfico mais organizado essas mulheres serviam como ‘mulas’ e muitas utilizadas para lavar o dinheiro”, completa o delegado Gustavo.

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