Com uma demanda de 3,4 mil boletins de ocorrência registrados no ano de 2012, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso, do município de Várzea Grande, fechou o ano passado com 1.023 mil inquéritos instaurados e 1.016 mil inquéritos concluídos, aumento de 113% em relação a 2011, que enviou à Justiça 476 inquéritos.

O número é considerado expressivo pelo diretor Metropolitano Adjunto, Miguel Rogério Gualda Sanches, em razão do efetivo da unidade, que até dezembro passado trabalhava apenas com duas delegadas de polícia. “Por conta dessa alta procura e sobrecarga de trabalho, lotamos mais uma delegada na unidade”, disse o diretor adjunto.

De acordo com a delegada titular da unidade, Daniela Silveira Maidel, a meta foi estabelecida no começo de 2012 e virou motivação de toda a equipe, impulsionando o trabalho realizado ao longo do ano. “Quase que diariamente nós, delegadas, escrivãs e investigadores, acompanhávamos os números e agora estamos com aquela sensação de dever cumprido”, afirma Maidel.

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No ano de 2012, a Delegacia também requisitou 535 medidas de proteção da Lei Maria da Penha (11.340/06) e formalizou 93 termos circunstanciados de ocorrência. Durante o ano passado, 56 agressores foram presos, em flagrante e por mandado prisão, sendo 16 das ordens de prisão requisitadas pela unidade policial. Além, das prisões efetuadas, 267 autos de prisão em flagrante lavrado no plantão metropolitano foram finalizados pela Delegacia.

A delegada Daniela Maidel conta que a meta foi traçada devido ao grande número de registros de ocorrências de violência doméstica, que necessitavam de uma resposta da Polícia Civil. “Essa meta não foi estabelecida aleatoriamente, mas sim em função do enorme número de registros de ocorrências de violência doméstica que necessitam, e muito, de uma resposta da PJC”, afirma.

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A meta será mantida, segundo a delegada, para continuar a motivando os policiais e ampliar o atendimento às vítimas.

O percentual não é preciso, mas as delegadas Daniela Maidel, titular da unidade, e suas adjuntas Ana Paula Faria Campos e Eliane da Silva Moraes, recentemente lotada na Delegacia, estimam que cerca de 150 dos inquéritos concluídos eram de crimes em crianças e adolescentes, seja de maus tratos, e principalmente por violência sexual, cometidas por conhecidos, parentes, pais e padrastos.

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