Foto: internet
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A segunda passagem de Iranildo pelo clube que o revelou durou apenas um mês e terminou sem um jogo sequer. Após voltar ao Madureira por um salário simbólico e sonhando disputar o Carioca novamente, o meia ex-Flamengo e Botafogo comunicou nesta quarta-feira que está de saída por divergência com Alexandre Gama. E, ao fazer suas críticas, citou a inexperiência do técnico, fazendo lembrar a famosa declaração de Romário em 2004, no Fluminense – “entrou no ônibus agora e quer sentar na janela?”.

Iranildo, de 36 anos, garante que sua relação com Gama não era de conflito, mas sentia “falta de respeito”. Por isso, ao não ser relacionado para a partida contra o Macaé nesta quarta, procurou o presidente Elias Duba para expressar sua insatisfação.

– Foi hoje (quarta) que resolvi tudo, mas eu já tinha decidido faz um tempo. Não vinha sendo relacionado, isso é uma falta de respeito. O Alexandre Gama está começando a carreira, não conseguiu ainda nada no futebol. Você precisa ter humildade com todos, ter respeito. Ajudei ele a trabalhar, mas vai ter que mudar muito para chegar a ser um Abel Braga, um Dorival Júnior. Até porque não pode me julgar por treinamento. Tem que me julgar pelos jogos, e eu não joguei – desabafou Iranildo, que na primeira rodada ficou no banco, mas não entrou, e nas três seguintes sequer foi relacionado.
Precisa ter humildade com todos, ter respeito. Ajudei ele a trabalhar, mas vai ter que mudar muito para chegar a ser um Abel Braga, um Dorival Júnior”
Iranildo, sobre Alexandre Gama

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Em 2004, o então técnico do Fluminense, Alexandre Gama, deixou Romário indignado ao deixá-lo fora de algumas partidas.

– O treinador do Fluminense está começando agora, tem oito jogos, não ganhou p… nenhuma, nunca jogou nada. Ele tem que ficar é prestando atenção no Fluminense. Entrou no ônibus agora, não está nem em pé e quer sentar na janela?

Iranildo, que tinha contrato até o fim do estadual, recebeu o aval do presidente para deixar o Madureira e diz que não pensa em abandonar o futebol (“vou jogar até os 38″). Sem jogar há oito meses, ele vinha trabalhando com o elenco para recuperar a forma física.

– Eu vinha treinando, treinando e nada. Não tinha condições de jogar, por parte do treinador. Então chegamos a um acordo. Eu vim para jogar, e não para ficar treinando. Acho que tinha algo dele comigo, não de mim com ele. Não houve discussão, até porque a gente se falava direito. Fico triste porque sempre falei com seu Elias que tenho um carinho imenso pelo clube. Vim com expectativa de jogar. Infelizmente, você pega algo como ele falou, que jogador de nome não jogava com ele. Então a gente fica triste por existir isso no futebol. Chegamos a um acordo com o seu Elias. Como eu não ia ser utilizado, cheguei e falei com ele – explicou Iranildo.
Não tenho nada a falar além de ‘surpresa’. Lamento pelas declarações dele, apenas. Não comecei agora, já tem bastante tempo”
Alexandre Gama, sobre Iranildo

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Alexandre Gama se disse surpreso e disse que não havia tomado conhecimento da decisão, pois estava à beira do gramado comandando a equipe na vitória sobre o Macaé. Preferiu não polemizar e disse que sua relação com Iranildo sempre foi normal.

– Para mim, isso é uma surpresa. Acabou o jogo agora, não estou sabendo. Ele não estava tendo oportunidade porque estava se condicionando. Não tenho nada a falar além de “surpresa”. Lamento pelas declarações dele, apenas. Não comecei agora, já tem bastante tempo. A única coisa é que um jogador que está há oito meses sem jogar não pode jogar do dia para a noite. Isso estava sendo planejado. Todo jogador que está no Madureira está dentro dos planos – disse Gama, que passou por Fluminense,

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O presidente do Madureira, Elias Duba, mostrou-se triste com a saída repentina do jogador. Porém, garantiu que não há mágoa na relação entre as partes e deixou as portas abertas para um retorno.

– Não tem problema nenhum entre os dois. Isso não existe. Ele falou isso da cabeça dele, não há problema. Nem eu deixaria ter problema. O Iranildo é um dos troféus que a gente tem, sempre foi bem tratado. Quem mais torceu para ele vir para o Madureira fui eu. Não vi ele treinar para dizer se está em forma, mas a gente sabe que um jogador que está há oito meses sem jogar não poderia do dia para a noite entrar. Ele teria que ter essa paciência. Eu disse que assinaria embaixo o que ele quisesse, que as portas continuam escancaradas.

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