Apesar de levar o nome de um dos maiores pacifistas que já passaram pela Terra, o do cantor inglês e autor da música “Dêem uma Chance à Paz”, John Lenon Gomes Camargos, de 21 anos, parecia pregar a violência por onde passava. O jovem foi apresentado na manhã de ontem pela Polícia Civil, suspeito de matar cinco pessoas inocentes em um único dia, em dezembro do ano passado, no bairro Aarão Reis, na região Norte de Belo Horizonte. Além disso, ele também é indicado como suspeito de outros cinco homicídios na região Leste da capital mineira. O mais impressionante é que o criminoso durão chorou, e muito, na coletiva de imprensa ontem.

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Segundo a delegada Alessandra Wilke, do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa, a prisão de Lenon aconteceu no último sábado, próximo a um baile funk, na avenida Saramenha, no bairro Tupi. “Desde os cinco homicídios, iniciamos a investigação que nos levou até ele. Entramos com o pedido de prisão preventiva, e a Polícia Militar o prendeu quando chegava ao baile”, explicou.

Os crimes ocorreram em horários diferentes do dia 22 de dezembro. No primeiro deles, por volta das 3h45, dois homens armados desceram de um Fiat Fiorino e efetuaram vários disparos na direção de um bar. Marcelo Henrique de Oliveira, de 25 anos, morreu. Ramon Clemente Silva, de 26, e Keoma Lúcio Ferreira, de 23, ficaram feridos no dia do atentado. “Eles não tinham qualquer envolvimento com o crime. Foram baleados somente por serem moradores do bairro Ribeiro de Abreu, que é rival ao bairro de Lenon”, detalhou a delegada.

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Já o segundo crime, às 20h30 do mesmo sábado, terminou em quatro pessoas mortas. As vítimas, que não tinham qualquer envolvimento com o tráfico, estavam dentro de um Volkswagen Gol preto. Segundo Alessandra Wilke, eles passavam pela rua Dona Celeste, a mesma do bar onde houve o outro homicídio, apenas para cortar caminho. “Dois homens em uma motocicleta passaram ao lado do carro e atiraram primeiro no motorista, Fernando Fonseca Almeida, de 26, que perdeu o controle do veículo e bateu. Após isso, a dupla desceu da moto e atirou diversas vezes contra todos os ocupantes”, lembrou Alessandra.

Morreram também Matheus Eduardo de Moura, de 24, Hamani Átila Reis da Costa, de 21, e Joanilson Guimarães, de 26. Os jovens teriam sido mortos, segundo a delegada, porque o carro deles era igual ao de um dos rivais de John Lenon. Além disso, Matheus Eduardo era muito parecido com Ronan, inimigo do suspeito que tinha cabelos compridos. “Depois dos atentados, ele até vendeu o carro e cortou o cabelo, com medo de morrer”, disse a delegada.

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