A cineasta Kathryn Bigelow defendeu nesta quarta-feira (16) a representação de atos de tortura que aparece em seu filme “A hora mais escura” e disse que eventuais críticas devem ser dirigidas às autoridades dos Estados Unidos que autorizaram tais práticas.

Em artigo no jornal “Los Angeles Times”, Bigelow disse que pessoalmente é contra o uso da tortura, mas que essa prática foi recorrente nos dez anos da caçada ao militante Osama bin Laden e que um filme que conta essa história não tinha como ignorar isso.

“Quem trabalha com artes sabe que representação não significa aval”, escreveu ela, reagindo a críticas feitas por políticos, meios de comunicação e grupos de direitos humanos.

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“Eu me pergunto se alguns dos sentimentos alternadamente expressos sobre o filme não estariam mais adequadamente direcionados para aqueles que instituíram e ordenaram essas políticas dos Estados Unidos, ao invés de para um filme que traz a história para a tela”, disse Bigelow, cujo filme anterior, “Guerra ao terror”, ganhou dois Oscars em 2010.

“A Hora mais escura” recebeu na semana passada cinco indicações ao Oscar, inclusive de melhor filme, roteiro e atriz (Jessica Chastain).

Muitos observadores consideram que Bigelow foi preterida na categoria de direção por causa da publicidade negativa em torno do seu filme nas últimas semanas.

Em dezembro, vários senadores enviaram uma carta à distribuidora Sony Pictures recriminando o tratamento “flagrantemente impreciso e enganoso” dispensado ao tema da tortura no filme.

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