Manifestantes tentam escapar de fogo ateado em tendas pela polícia na Praça Tahrir, no Cairo, nesta sexta-feira (15) (Foto: Reuters)
Manifestantes tentam escapar de fogo ateado em tendas pela polícia na Praça Tahrir, no Cairo, nesta sexta-feira (15) (Foto: Reuters)

Os manifestantes começavam a chegar nesta sexta-feira (25) ao centro do Cairo, no Egito, onde a oposição egípcia convocou manifestações para celebrar o segundo aniversário do início do movimento popular que forçou o ex-presidente Hosni Mubarak a renunciar no início de 2011.

Alguns manifestantes passaram a noite na praça Tahrir, epicentro da revolução de janeiro e fevereiro de 2011.

Na quinta-feira (24) à noite, ocorreram breves confrontos entre a polícia e os manifestantes, que tentavam destruir um muro de blocos de concreto para permitir a livre circulação no centro da cidade.

O ministério do Interior indicou que cinco policiais ficaram feridos e convocou os manifestantes a evitar os confrontos com as forças de ordem.

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O presidente egípcio, Mohamed Mursi, pediu na quinta aos egípcios que celebrem “de maneira pacífica e civilizada” o segundo aniversário da revolta.

Já a oposição convocou um protesto contra Mursi e a Irmandade Muçulmana, o movimento do presidente islamita, utilizando as mesmas palavras de ordem lançadas há dois anos: “Pão, liberdade, justiça social”.

“Vamos sair às praças para finalizar os objetivos da revolução”, escreveu no Twitter Mohamed El Baradei, uma das principais figuras da oposição laica.

Nesta sexta-feira estão previstas concentrações na emblemática praça Tahrir, diante do palácio presidencial de Heliópolis, situado nos arredores da capital, e em várias outras cidades, como Alexandria (norte) e Asiut (centro).

A Irmandade Muçulmana não fez um chamado oficial a se manifestar. Para celebrar o segundo aniversário da revolução, lançou uma iniciativa intitulada “Juntos construímos o Egito”, que integra uma série de ações sociais e de caridade.

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