Eduardo Cardoso viaja de moto há quase duas décadas e confessa que Argentina é o melhor destino devido às paisagens, comida e recepção (Foto: Eduardo Cardoso/Arquivo Pessoal)

Viajar 10.000 quilômetros (km) pela América do Sul não é empecilho algum para um grupo de motociclistas de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que busca aventuras e boas histórias para contar das estradas percorridas. No próximo mês, quatro pilotos da cidade irão para a Argentina e o Chile participar de parte do Rali Dakar 2013.

O evento reúne cerca de 400 pilotos de todo o mundo e será realizado pela quinta vez consecutiva no país. A prova contempla as categorias automóveis, motos e caminhões e ocorre anualmente, sempre na primeira semana de cada ano. A primeira edição ocorreu em 1979, quando o trajeto iniciava-se em Paris e terminava em Dakar, capital do Senegal. Mas a partir de 2009 ele foi transferido para a América do Sul, com passagem pelo Chile, Argentina e o Peru.

De acordo com o piloto e organizador da excursão, Eduardo Cardoso, a viagem está marcada para o dia 6 de janeiro com percurso que durará 24 dias (ida e volta) até chegar à cidade natal novamente. O piloto viaja de motocicleta há 18 anos e confessou que este trajeto é um dos mais especiais e aguardados do ano.

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–  Desde 1994, quando a importação de motocicletas foi regularizada em todo o mundo, nós começamos a viajar de moto. Para a América do Sul já têm uns 10 anos que a gente faz, sempre passando pela Argentina. Apesar dos problemas, é um país fantástico e com paisagens maravilhosas. A gente chega às cidades do interior e já somos muito bem recepcionados, nos sentimos importantes – disse.

Acostumado com o percurso, o grupo irá cruzar com o rali ainda na Argentina e depois seguirá com a caravana para Santiago. Para Eduardo, a competição é apenas mais um objetivo para os amantes a duas rodas visitarem o local.

– Sempre arrumamos um pretexto para viajar e como o Rali Dakar passou para a América do Sul, damos um jeito de programar essa nossa viagem para a mesma época. Curtimos muito a Argentina e o Chile, principalmente pelo povo receptivo, pelas comidas e vinhos. Viajar pelo Brasil a gente viaja a vida inteira, mas a sensação de você estar em um local com cultura e tradições diferentes é muito melhor – comentou Eduardo.

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Trajeto e planejamento

A distância que deverá ser percorrida pelo grupo de mineiros a princípio é de exatos 9.100 km, mas essa quilometragem pode variar até mais de 10.000 km em virtude das cidades visitadas ao longo do percurso. O organizador planejou todo o cronograma com meses de antecedência, incluindo hospedagens e paradas para descanso. Segundo  Eduardo, o cansaço fica imperceptível perto da adrenalina da viagem.

– O bom de viajar de moto é que você mesmo faz o seu tempo e não tem aquelas obrigações com horários como viajar de avião, por exemplo. Mas é claro que é preciso ter o ‘espírito da motocicleta’ para realizar a viagem, tendo em mente que se precisar dormir debaixo de uma ponte não terá diferença ao dormir em um hotel cinco estrelas, mas com planejamento tudo dá certo – falou Cardoso.

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A viagem começará a partir do dia 6 de janeiro com a distância mais longa. Serão 1.520 km até chegar à cidade de Posadas, capital da província argentina de Misiones. Para acompanhar a caravana do Rali Dakar, os mineiros também passarão por destinos como Tucuman, Salta, La Rioja, Viña del Mar, entre outras.

O retorno da excursão está programado para o dia 29 de janeiro.

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