Manifestante em frente a incêndio em ponte próximo à Praça Tahrir, no Cairo, em protestos nesta terça-feira (29) (Foto: Reuters)
Manifestante em frente a incêndio em ponte próximo à Praça Tahrir, no Cairo, em protestos nesta terça-feira (29) (Foto: Reuters)

Uma das figuras mais importantes da principal coalizão da oposição no Egito, Mohamed ElBaradei, pediu nesta quarta-feira (30) uma reunião de urgência com o presidente Mohamed Morsi para tentar resolver a crise que afeta o país.

“Precisamos imediatamente de uma reunião entre o presidente, os ministros da Defesa e do Interior, o partido no poder, a corrente salafista e a Frente de Saúde (Nacional, FSN) para tomar medidas urgentes que acabem com a violência e iniciar um diálogo sério”, tuitou ElBaradei, coordenador do FSN.

Na segunda-feira, Morsi fez um apelo aos representantes da oposição e dos partidos islamitas por apoio para um diálogo nacional. A FSN rejeitou e considerou a proposta “sem sentido”.

A FSN, que convocou manifestações no Egito na sexta-feira, exige que o presidente assuma a responsabilidade pela violência mortal dos últimos dias e pela formação de um governo de união nacional.

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A Frente informou nesta quarta-feira em um comunicado que alguns de seus dirigentes se reunirão ao longo do dia com representantes do principal partido salafista, Al Nur, em resposta a um convite desta formação islamita ultraconservadora para discutir a atual situação.

O Egito vive desde quinta-feira à noite atos violentos que deixaram mais de 50 mortos, em sua maioria em Port Said, no nordeste.

Os confrontos nesta cidade começaram no sábado, depois da condenação à morte de 21 torcedores de um time de futebol local, acusados de participar nos trágicos acontecimentos que deixaram 74 mortos há um ano.

O presidente egípcio viajou nesta quarta-feira a Berlim para uma visita de algumas horas.

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A chanceler alemã, Angela Merkel, receberá Morsi com honras militares. Os dois concederão uma entrevista à tarde.

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