Um pedreiro com problemas de depressão é suspeito de matar a ex-mulher, anteontem, em Arcos, na região Centro-Oeste do Estado. Segundo a Polícia Militar (PM), Clodoaldo Coutinho, de 44 anos, teria aproveitado de que não havia outras pessoas na residência para atacar a companheira Maria Aparecida Rocha, de 47 anos, com um canivete. Após o crime, o suspeito fugiu. O corpo da vítima foi encontrado pelo filho do casal, de 20 anos.

De acordo com a PM, a arma usada no crime, um canivete com 15 cm de lâmina, foi encontrado embaixo do corpo de Maria Aparecida. A mulher foi deixada de bruços no chão ao lado da cama do casal. “Acho que ele a atraiu até o quarto, porque eles já estavam separados, e ela tinha levado a roupa de cama dela para o outro quarto, onde dormia o filho deles. Os vizinhos não escutaram nada”, contou uma amiga da vítima.

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O assassinato pode ter sido motivado pelo fim do relacionamento. A amiga de Maria Aparecida contou que ela e o marido estavam separados há cerca de quatro meses, desde que parentes de Coutinho o levaram para a casa da família alegando que a vítima não estava cuidando bem dele. “Ele já estava doente há quase cinco anos e tentou se matar várias vezes. Aparecida o encontrava com corda pendurada no pescoço e sempre o salvava. Ela cuidava muito bem dele”, disse uma amiga.

O pedreiro havia voltado para casa, segundo a testemunha, há uma semana, depois de insistir para que Maria Aparecida o buscasse na casa dos pais dele. “Ele dizia que os parentes o mantinham trancado em um quarto, com um guarda-roupa tampando a janela, e que não gostava de lá. Ela o buscou porque, apesar de estarem separados, ela cuidava da depressão dele. Mas acho que o Clodoaldo planejou isso, porque já havia dito anteriormente que haveria sangue na família”, afirmou.

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Depois do assassinato, Coutinho fugiu, mas se entregou, no mesmo dia do crime, na Delegacia de Formiga, cidade vizinha a Arcos. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito.

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