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O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) informou que enviou carta a Renan Calheiros (PMDB-AL), candidato à presidência do Senado, pedindo a retirada da candidatura. O motivo, diz o petista, é a denúncia contra Renan enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na última sexta (25).

Renan é investigado pelo suposto uso de notas fiscais frias para justificar, em 2007, que tinha renda para pagar a pensão de uma filha. Ele apresentou as notas, referentes a suposta venda de bois, para se defender da suspeita de que a pensão era paga por um lobista de uma empreiteira. O escândalo levou à renúncia do peemedebista do comando do Senado em 2007.

O Supremo ainda precisa decidir se aceita ou não a denúncia da Procuradoria. Se aceitar, Renan vai virar réu e vai responder a uma ação penal.

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Na carta enviada a Renan, que também foi encaminhada ao presidente do PMDB, Valdir Raupp, ao presidente do Senado, José Sarney, e a todos os outros senadores, Suplicy pede que Renan abra mão da candidatura em prol do senador Pedro Simon (PMDB-RS), conhecido por ter uma postura “independente” na relação com a base governista e dentro do partido.

“Do ponto de vista da história do Senado Federal e do Congresso Nacional, do fortalecimento da instituição, do respeito de todo o povo brasileiro por tudo aquilo que aqui realizamos, pelo histórico de todos os 21 senadores do PMDB, tenho a convicção de que será muito oportuno se Vossa Excelência, Senador Renan Calheiros, puder abrir mão de sua indicação em benefício do Senador Pedro Simon”, diz a carta.

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No fim da tarde desta segunda, Suplicy distribuiu pessoalmente uma cópia da carta para os jornalistas que estavam no Senado. Por meio de sua assessoria, o senador Renan Calheiros disse que não vai comentar o pedido de Suplicy.

Para Suplicy, caso Renan aceite a sugestão, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), outro candidato à Presidência, provavelmente abriria mão da candidatura. A eleição para a Presidência do Senado ocorre nesta sexta (1º). Além de Renan e Randolfe, também disputa o cargo o senador Pedro Taques (PDT-MT). Taques e Randolfe ainda negociam um acordo por uma candidatura única.

“Se há um senador que seria capaz de obter consenso entusiástico e praticamente unânime de todos os demais 80 senadores, tenho a certeza que este é justamente do PMDB, o senador Pedro Simon”, disse o petista na correspondência.

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Suplicy disse que, apesar da postura de independência, Simon “saberá agir com imparcialidade devida e com espírito de colaboração com o governo Dilma Rousseff e com a nação”.

O senador petista informa na carta que procurou saber mais detalhes sobre a denúncia feita pelo procurador-geral mas que, em razão do segredo de Justiça em torno do inquérito, não foi possível obter mais informações. “Nós, senadores, teremos que aguardar um tempo até que haja esclarecimento sobre todos os episódios apontados”, afirma a carta.

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