Thiago Alves confia em seu histórico em quadras duras (Foto: Caetano Barreira/ Fotoarena)
Thiago Alves confia em seu histórico em quadras duras (Foto: Caetano Barreira/ Fotoarena)

Ao ver o sorteio da primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis, Thiago Alves se animou. Quatro anos longe da equipe titular do Brasil, o tenista viu crescer sua chance de ser chamado pelo capitão João Zwetsch para o duelo contra os Estados Unidos. E a animação tinha razão de ser. Com bons resultados em quadras duras, Thiago foi a surpresa da convocação. Agora, ao lado de Thomaz Bellucci, Bruno Soares e Marcelo Melo, o número 145 do mundo espera aproveitar a oportunidade entre os dias 1 e 3 de fevereiro, em Jacksonville.

Quando os EUA saíram no sorteio, eu sabia que minhas chances eram bem grandes. Tive a notícia alguns dias antes, João já havia comentado sobre a possibilidade. Mesmo contra a Rússia, a gente sabia que as opções eram o Rogério (Dutra Silva), eu e o (João Souza) Feijão. As chances de eu jogar em Rio Preto eram muito grandes, mas, naquele momento, eu estava jogando muito mal. Rogério vinha jogando melhor, era o piso favorito dele, não era o meu. Então, naquele momento, João fez a sua opção. Agora, nada mais do que normal fazer a opção contrária – disse o tenista.

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No ranking atual da ATP, Thiago Alves aparece atrás de Rogerinho (111°) e Feijão (131°). Thiago, no entanto, diz que a posição na lista tem pouca importância. Segundo ele, nos confrontos da Davis, o desempenho no tipo de quadra é o fator principal na escolha dos jogadores.

– Está mais do que claro que Feijão e Rogério não são jogadores de quadra dura. Feijão já jogou algum torneio indoor, Rogério nunca jogou nenhum. Então, com certeza não é o piso favorito dele. Até pelo retrospecto de vitórias em Challengers. Quantos Challengers em quadra dura eu já ganhei? No ano passado, foram dois. Eles nunca ganharam nenhum em quadra dura. Rogério, se eu não me engano, tem duas finais, mas nunca ganhou em quadra dura. Então, já sabia que minha chance era grande.

O duelo contra os Estados Unidos marca o retorno do Brasil à elite da Davis depois de dez anos. Animado com a chance de jogar no Grupo Mundial pela primeira vez, Thiago afirma que a equipe vai lutar ao máximo para surpreender os americanos.

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– Nossa geração estava lutando por isso há quantos anos? Nenhum dos convocados agora teve a oportunidade de jogar um Grupo Mundial. E, jogando agora, estaremos lutando por tantos anos em que batemos na trave algumas vezes. No ano passado, conseguimos entrar e agora é desfrutar.

O confronto entre Brasil e Estados Unidos vai coincidir justamente com o fim de semana do Super Bowl, a grande decisão do futebol americano e um dos maiores eventos esportivos do país. Ainda assim, Thiago não acredita que o público deixará o duelo da Davis de lado. Pelo contrário. Por conta do grande número de brasileiros em Jacksonville, o tenista também aposta na presença de uma boa torcida a favor.

– Com certeza a quadra vai estar lotada, eles lotam todos os eventos, pode ser competição de bolinha de gude. Mas a comunidade brasileira na Flórida é muito grande, não só em Jacksonville. Quem tiver oportunidade, com certeza vai querer apoiar o Brasil contra os EUA. Óbvio que a maioria vai ser deles. Mas, na Croácia, deviam ser quatro ou cinco brasileiros torcendo por nós. E nós jogamos soltos, de igual para igual – disse.

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Thiago, que embarca para o Havaí na próxima quinta-feira para disputar um Challenger, não acredita que a derrota de Bellucci logo na estreia do Aberto da Austrália vai atrapalhar a equipe em Jacksonville. O tenista afirma que o Brasil pode surpreender, assim como o companheiro foi surpreendido em Melbourne.

– Não posso falar muito do Thomaz. Não convivo com ele, não fui para a Austrália, então não sei muito bem o que aconteceu. Com certeza não foi o resultado esperado, ser cabeça de chave e perder para o 93º do mundo. Mas é do mesmo jeito agora, os EUA são favoritos. Nós vamos chegar lá e podemos ser o Kavic deles.

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