Mato Grosso vacinou contra a febre aftosa quase 100% do rebanho durante o ano passado. Foram imunizados 28,4 milhões de bovinos e bubalinos, o que representa 99,4% do rebanho existente. Os números, divulgados ontem (24) pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), revelam a baixa inadimplência existente no Estado, que desde 2005 mantém índices de vacinação superiores a 99%.

A imunização contra a aftosa acontece em duas etapas em Mato Grosso. A primeira em maio, para animais abaixo de 24 meses, e a segunda em novembro para todo o rebanho. Quem não respeita o calendário pode ser penalizado com multa, cujo valor chega a 2,25 Unidades de Padrão Fiscal (UPF) por cabeça não vacinada. Além disso, técnicos do Indea vão à propriedade para realizar a vacinação compulsória.

Leia também:  Seduc apresenta proposta para a realização dos jogos regionais estudantis

A presidente do Indea, Maria Auxiliadora Rocha Diniz, explica que a intensa chuva nas regiões Norte e Médio-Norte em 2012 dificultou em parte o trabalho dos pecuaristas na vacinação, o que explica os índices menores nessas regiões. Ainda assim, a campanha foi considerada muito positiva, cabendo ao instituto a realização da imunização assistida. “O Indea está cumprindo o papel de fiscalizar, notificar e acompanhar a vacinação. Para 2013 estamos muitos otimistas e motivados”, diz a presidente.

Na avaliação do superintendente federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Mato Grosso, Chico Costa, “o Estado é sério, tem um trabalho muito bom em parceria com a iniciativa privada, além da consciência dos produtores, que acreditam na política do Governo e valorizam o rebanho vacinando”. Isso tudo tem como resultado a abertura para o mercado internacional, conclui.

Leia também:  Com mais de 22 mil inscritos, OAB-MT comemora 84 anos

Pecuária em MT

O relatório identificou ainda redução do rebanho em aproximadamente 500 mil cabeças, contando hoje com 28,6 milhões de animais. Em 2011, bovinos e bubalinos somavam 29,1 milhões. O estudo aponta também a existência de 108.244 propriedades com bovídeos.

De acordo com Maria Auxiliadora, a redução no número de animais é reflexo de fatores como o maior abate de vacas e novilhas, resultado da baixa de preço dos bezerros, além de pragas sobre as pastagens e o avanço da agricultura sobre as áreas de pecuária.

Mato Grosso está livre da febre aftosa há 17 anos e é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como estado livre da doença animal por meio da imunização. O Indea e o Mapa são os órgãos oficiais responsáveis pela regulamentação, divulgação, educação sanitária, controle e fiscalização da vacinação, cabendo ao produtor arcar com a aquisição e aplicação da vacina.

Leia também:  Servidores da Mata Grande e do estado fazem paralisação por não cumprimento de promessas de Taques

A campanha também conta com o apoio de entidades ligadas ao setor pecuário, como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo), Associação Mato-grossense dos Criadores de Ovinos (Ovinomat) e o Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa).

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.