O cineasta Oliver Stone em cena de ‘Ao sul da fronteira’, ao lado do protagonista Hugo Chávez. (Foto: Divulgação)

O cineasta americano Oliver Stone, autor de um documentário sobre a revolução bolivariana, disse confiar em que o vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, “fará a coisa certa” na Venezuela se o presidente Hugo Chávez, doente, se ausentar.

“Tenho total confiança no senhor Maduro e em seu governo e penso que eles continuarão (o processo), que farão a coisa certa”, disse Stone em entrevista à emissora CNN, quando consultado sobre qual futuro espera para a Venezuela, atualmente em suspenso devido aos problemas de saúde do presidente.

“Se for necessário convocar outra eleição, estou bastante certo de que seu partido, a gente de Maduro, vencerá”, acrescentou o cineasta de 66 anos, autor do documentário “Ao Sul da Fronteira” (2009), sobre a esquerda latino-americana, no qual Hugo Chávez é protagonista.

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Chávez “será chorado como uma figura nacional; mudou a Venezuela para sempre. Você não tem ideia do mal que estava (o país) antes dele”, disse à jornalista que o entrevistou. Stone dirigiu, entre outros, de “Nascido em 4 de Julho” e “Platoon”, e é considerado pelo presidente venezuelano como um amigo pessoal.

“As pessoas estavam saturadas e ele representa a esperança e a mudança, coisas que (o presidente Barack) Obama representava no nosso país em 2008”, continuou, referindo-se a Chávez como um pioneiro nas recentes “mudanças sociais e econômicas” de países latino-americanos como Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia.

“É um homem magnânimo, caloroso; um grande homem”, acrescentou.

Na entrevista, Stone promovia “Untold History of the United States” (A história oculta dos Estados Unidos, em tradução literal), uma série de 10 documentários para TV exibida atualmente pelo canal a cabo Showtime.

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Chávez sofre de uma severa infecção pulmonar após a quarta cirurgia a que se submeteu em Havana para tratar um câncer há três semanas. Enquanto isso, a cúpula do governo venezuelano não antecipou o que acontecerá em 10 de janeiro, quando o presidente deveria tomar posse após sua reeleição no ano passado.

Ao anunciar que seria novamente operado do câncer de que padece desde junho de 2011, Chávez designou Maduro como seu sucessor e candidato do governo se forem celebradas eleições presidenciais caso ele fique incapacitado de assumir o poder.

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