Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde em hospitais públicos aponta que o consumo do álcool está presente em 21% dos acidentes de trânsito no país e tem grande impacto nos atendimentos de urgência  do SUS (Sistema Único de Saúde). O levantamento mostrou também que um em cada cinco acidentados no trânsito atendidos nos prontos-socorros ingeriu bebida alcoólica.

As principais vítimas são homens com idade entre 20 e 39 anos. “Temos de combater a combinação álcool e direção, pois isso leva muito dos nossos jovens em fase produtiva”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Os dados são do Viva (Vigilância de Violência e Acidentes), estudo feito em 71 hospitais que realizam atendimentos de urgência e emergência pelo SUS. Foram ouvidas 47 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal. Os dados foram coletados em 2011 e analisados no ano passado.

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De acordo com o ministro das Cidades em exercício, Alexandre Cordeiro Macedo, que participou da divulgação do estudo, a Lei Seca, que vigora desde 2008, já está dando resultados. “Com a Lei Seca, tivemos redução de 24% de mortes durante o Carnaval em relação ao ano de 2011”, afirmou Macedo.

“Temos uma guerra no trânsito e isso tem de acabar. Fiscalização, legislação efetiva e ações de conscientização são importantes para termos um trânsito seguro”, disse o ministro.

O levantamento revelou ainda que entre as pessoas envolvidas em acidentes de trânsito, 22,3% dos condutores, 21,4% dos pedestres e 17,7% dos passageiros apresentavam sinais de embriaguez ou confirmaram consumo de álcool. Entre os atendimentos por acidentes, a faixa etária mais presente foi a de 20 a 39 anos, respondendo por 39,3% do total.

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O estudo também mostra que 49% das pessoas que foram hospitalizadas por sofrer algum tipo de agressão, como tiros, facadas, socos ou outros, consumiram bebida alcoólica. As vítimas mais acometidas por agressões estão nessa mesma faixa etária – 20 a 39 anos – e representam 56% dos casos.

Em 2011, segundo o levantamento do Viva, 28.352 homens com idades entre 20 a 39 anos foram assassinados e 16.460 perderam a vida no trânsito, o que corresponde a quase metade dos óbitos registrados nessa faixa etária, 31,5% e 18,3%, respectivamente.

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