Rafinha recebe a marcação de Dedé. No lance do gol, não deu para o Mito (Foto: Rudy Trindade / VIPCOMM)
Rafinha recebe a marcação de Dedé. No lance do gol, não deu para o Mito (Foto: Rudy Trindade / VIPCOMM)

Era o primeiro clássico entre os profissionais. Do outro lado, o rival Vasco com Dedé na zaga. Mas Rafinha não se intimidou. Aos 19 anos, arisco e com extrema velocidade, o jogador teve bela atuação, participação efetiva e, depois de dar uma arrancada de 53 metros, deixou o Mito para trás e marcou um belo gol. O menino que um dia foi chamado de Neymar da Gávea virou febre nas redes sociais logo depois da partida, quando torcedores escreveram que Neymar era o Rafinha da Vila. Nada que confunda a cabeça do jogador.

“É uma sensação muito boa vencer um clássico desse tamanho. Mas temos que continuar com os pés no chão, não ganhamos nada e temos que seguir nesse pique para tentar conseguir o título. Tinha prometido para mim mesmo um gol, e consegui cumprir. Foi mais uma batalha que conquistei – afirmou Rafinha, depois da vitória na noite desta quinta-feira”.

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O jovem atacante diz que aprimora a velocidade nos treinamentos. Humilde depois da boa atuação, não fez firulas com Dedé, e fugiu de qualquer tipo de oba-oba.

– Dedé é um grande jogador. Eu me preparo para estar bem fisicamente, trabalho para o drible e a velocidade estarem bons nos jogos. Eu era meia, fui para o ataque, tenho um pouco de cada posição – destacou o jogador.

O corpo franzino, a velocidade e a facilidade para o drible, os meiões cobrindo os joelhos e o cabelo moicano. Tudo isso fez Rafinha ganhar um apelido de peso no fim de 2010: Neymar da Gávea. A semelhança com o craque do Santos chamou a atenção logo no primeiro treino entre os profissionais do Flamengo. Na época, aos 17 anos, ele foi relacionado por Vanderlei Luxemburgo para um jogo do Campeonato Brasileiro.

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Dali em diante, Rafinha perdeu espaço. Foi campeão da Copinha em 2011, mas a chance de integrar o time profissional só chegou na estreia do Flamengo neste Carioca, contra o Quissamã.

O moicano ficou para trás. As comparações com Neymar também, apesar das brincadeiras dos torcedores depois do gol marcado diante do Vasco:

– O Neymar é do Santos, sou o Rafinha do Flamengo.

Na saída do Engenhão, Rafinha foi alvo de fotos e distribuiu autógrafos. Mas manteve a voz serena. E nada de agito para festejar a boa atuação.

– Vou para casa comemorar com a família – completou o jogador.

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