A queda de 68% no lucro líquido da sucroalcooleira Tereos Internacional não impedirá a companhia de investir em cogeração no Brasil, o que permitirá dobrar a venda de energia no ano fiscal de 2013/2014.

A controladora da Açúcar Guarani obteve maiores volumes de produção, mas foi impactada por menores preços de açúcar e etanol no Brasil, bem como piores resultados na Europa.

Olivier Casanova, chefe da área de finanças da Tereos, mostra que o crescimento nas vendas esperado para 2013/2014 é de 50%. No trimestre entre outubro e dezembro, a receita de energia própria somou R$ 20,3 milhões, alta de 120%.

Em relação à produção de cana-de-açúcar, que atingiu 18,2 milhões de toneladas processadas no ano fiscal de 2011/2012, obtendo alta de 12%, com mix de 64% de açúcar e 36% de etanol, a empresa espera melhorar essa mistura.”Queremos deixar o mix mais igualitário, passando o açúcar para 60% e o etanol para 40%. No entanto, se a dinâmica do mercado pedir, a porcentagem do etanol vai subir”, aponta Casanova.

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De acordo com ele, este aumento pode vir por causa da mistura de anidro na gasolina que passará de 20% para 25% em 1º de maio. “Isso provavelmente absorverá uma parte significativa da produção adicional de cana-de-açúcar na safra de 2013/2014″, completa o chefe de finanças, dizendo que a produção de anidro será 15% maior.

Com alta demanda, a companhia afirma que o aumento de 6,6% no preço da gasolina na refinaria é suficiente para suportar o consumo de etanol.

Para 2013/2014, a estimativa de produção de cana-de-açúcar é de alta de 10%, totalizando mais de 20 milhões de toneladas.”Temos presença forte no mercado doméstico, que é baseado no açúcar. A maior parte de nossas vendas é no verão, por isso é natural termos resultados melhores nesses períodos”, destaca Casanova.

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Ainda no setor de cana-de-açúcar, Casanova lista três prioridades para o crescimento da empresa no país. “Vamos continuar nossos esforços em mecanização agrícola, automação das fábricas e vamos melhorar os processos. Além disso, queremos expandir as vendas de eletricidade e fortalecer a posição com a Petrobras”, explica.

Em 2011, a subsidiária Guarani fechou acordo com a Petrobras para analisar a viabilidade para produção e comercialização de etanol em Moçambique.

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