A presidente eleita da Coreia do Sul, Park Geun-hye (Foto: AFP)
A presidente eleita da Coreia do Sul, Park Geun-hye (Foto: AFP)

A Coreia do Sul se prepara para a nomeação da primeira mulher presidente de sua história, Park Geun-hye, que assumirá entre atos oficiais e ao som de “Gangnam Style”, em um momento tenso após o recente teste nuclear da Coréia do Norte. A cerimônia será na segunda-feira (25) e 70 mil pessoas são esperadas.

À meia-noite de domingo, o sino Bosingak simbólico no centro de Seul, irá tocar 33 vezes para anunciar a nova política e o final da era de Lee Myung-bak, veterano de 61 anos do partido conservador Saenuri.

Vencedora das eleições em dezembro passado por uma margem estreita, Park Geun-hye, é filha do ditador Park Chung-hee, que governou a Coreia do Sul nos anos 60 e 70. Ele será a cehfe de Estado do país com 50 milhões de habitantes pelos próximos cinco anos.

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Uma longa cerimônia em Seul será realizada principalmente no palácio presidencial ou Casa Azul, onde vão participar, entre outros, o ministro das Finanças japonês, Taro Aso, o ministro da Segurança Nacional dos Estados Unidos, Thomas E. Donilon, e a ex-presidente chilena Michelle Bachelet.

Criar mais empregos, ampliar o bem-estar de todas as classes sociais e o fortalecimento da defesa nacional devem ser os principais pontos do discurso de Park, que será seguido por uma apresentação do rapper Psy, que se tornou um herói depois do sucesso de ” Gangnam Style “.
Grupo de dança ‘Salmunori’ ensaia para a posse da nova presidente sul-coreana (Foto: Kim Hong-Ji/Reuters)Grupo de dança ‘Salmunori’ ensaia para a posse da nova presidente sul-coreana (Foto: Kim Hong-Ji/Reuters)

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Park assumirá o governo em meio a uma conjuntura regional marcada pela tensão após o recente teste nuclear da Coreia do Norte e, em menor medida, a intensificação territorial do Japão sobre as ilhas orientas de Dokdo, que são governadas pela Coreio do Sul.

A Coreia do Norte voltou a chamar atenção no último dia 12 com um teste nuclear no nordeste do país, que lembrou ao mundo que o paíscontinua a avançar em seu programa de armas nucleares.

Park Geun-hye, que também vai assumir o cargo de comandante-chefe do Exército, prometeu “estabelecer um sistema abrangente para parar” o desenvolvimento nuclear norte-coreano.

O roteiro da presidente sul-coreana em relação a Coreia do Nortemostra que ela terá uma dupla abordagem, buscando cooperação, mas mantendo sua defesa firma ante as possíveis “provocações” nucleares e armamentísticas.

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No caso do Japão, um país com o qual a Coreia do Sul concorre entre negócios e latentes feridas históricas que remontam à época da colonização (1905-1945), na última semana se intensificou a disputa por Dokdo Island (para japonês Takeshima), fonte de conflito intenso no segundo semestre de 2012.

Na sexta-feira (22), Tóquio despachou, pela primeira vez, um emissão especial para o chamado “Dia de Takeshima”, organizado todos os anos pela prefeitura japonesa de Shimane, o que provocou protestos do governo e dos cidadãos da Coreia do Sul, um país que exalta fortemente nacionalista que exalta Dokdo como um de seus principais ícones.

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