A um dia da eleição presidencial no Equador, os candidatos não podem mais  fazer campanha, depois de 42 dias de propaganda política. No domingo (17), os eleitores irão às urnas para escolher também os 137 integrantes da Assembleia Nacional e cinco do Parlamento Andino. Mais de 11,6 milhões de pessoas estão cadastradas para votar. No país, o voto é obrigatório para quem tem mais de 18 anos e menos de 65. Eleitores no exterior também podem votar.

O pleito pode ocorrer em dois turnos – em 17 de fevereiro e 7 de abril. Após seis anos no poder, o presidente da República licenciado do cargo, Rafael Correa, tenta a reeleição. Ele é apontado pelas pesquisas de intenção de voto como vitorioso já no primeiro turno. Correa está licenciado do cargo até 14 de fevereiro.

Leia também:  Augustinho ensaia voltar à política em 2018

As eleições são marcadas pela presença de nomes tradicionais da política local e de alguns que se apresentam como candidatos da mudança. Correa fixou seu estilo em defesa de princípios nacionalistas, do fortalecimento do Estado e do que considera unidade regional.

Os eleitores irão às urnas para escolher entre os candidatos que se consideram de esquerda: Correa (Aliança pelo País), Alberto Acosta (UPI) e Norman Wray (Ruptura). Acosta e Wray participaram da primeira fase do governo Correa e agora lançam candidaturas independentes em defesa de mudanças mais profundas.

São apontados como candidatos de centro e direita Lúcio Gutiérrez (Sociedade Patriótica) e Álvaro Noboa (Prian), além de Nelson Zavala (PRE), Guillermo Lasso (Creo) e Mauricio Rodas (Suma). Tradicionalmente no Equador, o percentual de participação dos eleitores costuma ser superior a 70%.

Leia também:  Nos bastidores, Pátio prepara mudanças no secretariado

Com aproximadamente 15,2 milhões de habitantes, o Equador, assim como o Chile, não tem fronteira com o Brasil. Os dois países são as exceções na América do Sul. O Equador tem reservas de petróleo que respondem por cerca de 40% das exportações do país e parte das receitas do governo. As variações no preço do petróleo atingem a economia.

Em dezembro, Correa esteve em Brasília para a Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul. O Equador e a Bolívia negociam a integração no bloco. A Bolívia está mais adiantada, mas o presidente equatoriano indicou que, resolvidas algumas questões, o assunto será retomado.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.