Maguila vence luta de boxe contra Antonio Musladino em 1984 (Claudine Petroli / Ag. Estado)
Maguila vence luta de boxe contra Antonio Musladino em 1984 (Claudine Petroli / Ag. Estado)

Adilson Maguila foi referência brasileira nos ringues. Foi lá dentro que brilhou 85 vezes, conquistando 77 vitórias. Mas o esporte que lhe proporcionou tantas alegrias foi também o responsável por uma dura notícia. Diagnosticado com Mal de Alzheimer há três anos, ele descobriu recentemente que sofre com demência (ou dementia) pugilística, comum em pessoas que levam traumas repetidos na cabeça.

Segundo especialistas, a doença tem relação direta com o tempo de carreira do boxeador e o número de lutas. Alguns ex-atletas tem menos propensão a desenvolvê-la, já que a mesma envolve uma predisposição individual.

O diagnóstico foi passado ao ex-atleta recentemente. Depois de ficar três semanas internado no Hospital das Clínicas de São Paulo, ele sofreu ao ser informado do seu estado de saúde.

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– O médico conversou com ele, e realmente é isso. Ele lamentou, falou que nunca imaginou que o boxe poderia trazer isso para ele. Agora está mais tranquilo, tomando medicamento para conseguir dormir. Não está mais agressivo, fica bem em casa. Mas ele não esperava essa relação com a luta – disse a esposa de Maguila, Irany Pinheiro.

Em janeiro, os motivos que levaram o ex-boxeador a ser internado foram a recusa em tomar medicamentos e alguns sinais de agressividade. Segundo Irany, esta questão já está controlada, mas Maguila mantém as visitas semanais aos médicos.

Adilson Maguila Rodrigues está com 54 anos e deixou os ringues em 2000. Depois de se aposentar, ele gravou um CD de samba e tentou se eleger, sem sucesso, deputado federal. Ele e a esposa são responsáveis por uma organização não governamental.

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Entenda o que é demência pugilistica

A demência pugilistica é comum em pacientes que sofrem traumas repetidos na cabeça e, por isso, atinge boxeadores, amadores ou profissionais, com trajetórias longas nos ringues. Os sintomas podem se desenvolver progressivamente no tempo médio de cerca de 12 a 16 anos após o início carreira de um atleta. Não existe uma regra, já que alguns ex-atletas têm menos propensão a desenvolver o mal. Os principais sintomas são tremores, falta de coordenação e problemas com a fala. Pacientes diagnosticados com demência pugilistica também estão propensos a um comportamento marcado pela irritação.

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