A chuva forte registrada sobre parte do Paraná no último domingo aumentou a umidade do solo e deve favorecer a retomada do plantio no Estado. Para esta semana, a chuva mais intensa atinge o Sudeste e Centro-Oeste, área que abrange quase a totalidade de Mato Grosso, o centro e sul de Goiás, o leste e norte de Mato Grosso do Sul, o centro e norte de São Paulo e o oeste e sul de Minas Gerais.

Por conta do excesso de chuva, a colheita da soja e o plantio do milho safrinha estão paralisados nos Estados do Centro-Oeste.

A cultura do milho verão no Rio Grande do Sul começa a sentir os efeitos da baixa disponibilidade hídrica. Pelo menos 15% das lavouras estão em fase de florescimento e 30% em enchimento de grãos. No entanto, esse tempo relativamente mais seco tem possibilitado o avanço na colheita, que já atinge os 20%.

Leia também:  Bombeiros controlam incêndio em terreno baldio na Dom Pedro II

Os índices de produtividade que vêm sendo observados estão bons, segundo a Somar, sendo que, em alguns casos, ficam até acima da média. As perdas na cultura, porém, estão no milho que irá ser colhido da segunda quinzena de fevereiro em diante. Em algumas propriedades, essas perdas já chegam aos 8%.

No Paraná, em Santa Catarina e na Bahia a situação é bem semelhante, uma vez que as chuvas que, esporadicamente, vêm ocorrendo estão abaixo da média e com isso, mantendo os solos com baixos níveis de umidade. As perdas, porém, ainda são pequenas.

Apenas em São Paulo as condições são um pouco melhores, já que ao longo do mês de janeiro foram registrados bons volumes de chuvas e, com isso, as condições se mantiveram favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

Leia também:  Hospital Santa Casa deve receber atrasados nesta quarta (1), diz vereadores

Em Mato Grosso e Goiás, o plantio do milho safrinha continua atrasado, já que o excesso de dias chuvosos vem impossibilitando a colheita da soja e, consequentemente, o plantio do milho safrinha.

Para essa semana, são esperadas mais chuvas sobre todos os Estados do Centro-Oeste e Sudeste, o que impossibilitará o plantio do milho safrinha, mas possibilitará uma manutenção da umidade do solo, proporcionando, portanto, boas condições ao desenvolvimento das plantas.

Para o Paraná, também são esperadas mais chuvas a partir de quinta. O problema continuará sendo no Rio Grande do Sul, onde não estão previstas chuvas que possam reverter esse quadro de estresse hídrico.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.