Protesto dos familiares pela morte do empresario  02
Faixa colocada em frente ao mercado da vítima – Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

A família do comerciante Antônio Aparecido Garcia, ‘Toninho’, assassinado (leia aqui) na última sexta-feira (8)  está organizando juntamente com moradores do bairro Monte Líbano uma manifestação pedindo justiça no caso. Na entrada do mercado que era da vítima, a esposa Gilma Rezende Dutra Garcia, mandou colocar uma faixa dizendo ‘Aqui morreu um guerreiro que trabalhava 15h por dia, vítima de bandidos’.

Gilma contou que no dia do assassinado, Toninho acordou bem cedo como de costume, separou os boletos e o dinheiro, cerca de R$ 12 mil, para efetuar os pagamentos e se dirigiu até o seu estabelecimento. Segundo a esposa do comerciante, o local já havia sido assaltado mais de 20 vezes e que o seu esposo estava cansado de ser humilhado pelos bandidos.

Leia também:  Em MT, seis pessoas morrem em dois acidentes na BR 163 no norte do estado

“Os assaltantes invadiam o local, rendia todos, mandava deitar no chão e na maioria das vezes faziam muitas ofensas. Mesmo assim eu sempre pedia a ele calma e que nunca reagisse, mas não sei o que aconteceu nesse dia da tragédia. Chegamos a contratar segurança particular, mas ele só vinha no período da tarde, ou seja, pode ser alguém que sabia disso porque vieram assaltar pela manhã”, fala.

Gilma conta que não estava no mercado no momento crime, mas que seus funcionários contaram que como sempre os assaltantes invadiram o local e com um revólver apontado para a cabeça de Toninho pediram a carteira e a sua aliança. A esposa acredita que nesse momento, Toninho, ainda estava com o dinheiro dos boletos e que os bandidos também devem ter pego, já que a quantia desapareceu.

Leia também:  Cerca de 44,5 mil maços de cigarros é apreendido no Distrito Industrial

“Acredito que possa ter sido por isso que ele saiu atrás dos assaltantes, devido à alta quantia e o cansaço de ter sido tantas vezes assaltado e nada acontecer aos bandidos”, conta emocionada a esposa. Gilma estava casada há 22 anos com Toninho e ela conta que ele era um exemplo como marido. “Eu só tinha ele. Agora quero justiça no caso”, finaliza.

Os moradores e a família vão se reunir hoje (11) para definir a data e horário da manifestação.

 

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.