O Consórcio VLT Cuiabá / Várzea Grande promoveu a soltura de uma família de macacos-da-noite resgatada da área que está sendo preparada em Várzea Grande para a construção do Centro de Comando e Operações (CCO), Centro de Manutenção e Terminal de Passageiros do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Os quatro animais – um casal e dois filhotes fêmeas – foram encaminhados a um espaço localizado na propriedade do Sesc Pantanal, em Poconé (a 104 km de Cuiabá).

Os macacos foram levados pela equipe de fauna do Consórcio, com o acompanhamento de técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Mato Grosso, que tem parceria com o Sesc. Antes da soltura, a equipe ambiental do Consórcio VLT realizou um minucioso trabalho de resgate, que incluiu duas semanas de observação dos hábitos dos animais, além da investigação e localização do lugar de repouso deles.

“Eles foram resgatados e ficaram uma semana sendo alimentados e cuidados até a soltura. Agora eles estão sendo devolvidos a um ambiente onde têm mais chance de sobrevivência, pois na área onde estavam eles ficavam isolados”, explicou o coordenador de Fauna do Consórcio, Julio Dalponte.

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O Superintendente do Ibama em Mato Grosso, Marcus Keynes, afirma que a iniciativa do Consórcio merece destaque por demonstrar a preocupação com o ambiente durante a execução das obras, promovendo ações para reduzir os impactos. “O melhor de tudo é que essa família terá mais chance para aumentar a população dessa espécie, pois estarão num local mais propício”.

RESGATE

A equipe de Fauna iniciou no mês passado o resgate de animais da área onde serão construídos o CCO, CM e Terminal. Foram resgatados cerca de 50 espécimes entre répteis, anfíbios e pequenos mamíferos. Antes de iniciar o resgate houve todo um trabalho de preparação da área, para oferecer segurança à equipe e aos animais.

O entorno do terreno foi preparado, com a escavação de fossos para captura de alguns animais. Foram resgatados lagartos, iguanas, rãs, pererecas, teiús, cobras, peixes, gambás, mão pelada, guaxinim, tatu liso, cutia, preás, lebres, morcegos. A captura dos animais, dependendo da espécie, foi feita de forma manual ou com armadilhas, colocadas em pontos estratégicos.

DESTINO

O destino dos animais é definido de acordo com as características do habitat das espécies. Julio Dalponte afirma que entre os locais usados para soltura dos animais estão a reserva do Ibama na Capital, Área de Preservação Permanente (APP) do rio Cuiabá, em Várzea Grande (próxima à ponte Sérgio Motta), lagoa Trevisan, Parque Berneck e até mesmo a lagoa Paiaguás.

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O coordenador de Fauna do Ibama, César Soares, explica que os animais capturados devem ter a destinação mais adequada. “Os técnicos do Ibama e da equipe de resgate acordaram que grupos de pequenos mamíferos e aves possam ser soltos pelo Consórcio em remanescentes florestais próximos ao empreendimento”.

Outros grupos de animais, como alguns tipos de aves, mamíferos e répteis maiores, são liberados nos locais que o Ibama têm cadastrados no Projeto Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas), no qual é possível fazer o monitoramento.

PARCERIA

Em janeiro, o Consórcio VLT Cuiabá – Várzea Grande firmou parceria com o Ibama para executar o resgate de fauna dos espécimes encontrados nas Áreas Diretamente Afetadas (ADA) pela implantação do VLT. Em decorrência dessa parceria, o Consórcio entregou ao órgão um espaço totalmente revitalizado, localizado dentro da área do próprio Ibama, em Cuiabá.
Foi instalado um Centro de Triagem de Animais, que dá apoio às atividades de resgate de fauna. A estrutura é composta por um galpão (que inclui uma área aberta, cozinha, sanitários, almoxarifado) e uma sala para escritório. As instalações serão utilizadas para recebimento de animais resgatados pela equipe ambiental (composta por biólogo, veterinário, engenheiro florestal e auxiliares) e também poderá ser usada pelo próprio Ibama para esse tipo de atividade.

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O gerente de Contrato do Consórcio VLT, Fernando Orsini, destaca a importância da parceria com órgãos como Ibama e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Em todas as nossas obras estamos atentos às práticas ambientalmente corretas em parceria com esses órgãos”.

Os trabalhos de resgate vão ocorrer enquanto a obra do VLT envolver intervenções no meio ambiente. Após essa etapa, a área reformada será devolvida ao Ibama e os equipamentos adquiridos pelo Consórcio serão doados ao instituto, entre eles pequenas gaiolas e caixas para transporte e outros equipamentos de apoio.

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