Fazer adubação a lanço ou no sulco de plantio? Usar calcário ou não? Qual tipo de fertilizante usar? Como o sistema de produção interfere na fertilidade e reflete na produtividade? Estas são algumas das principais dúvidas dos produtores rurais quanto à adubação.

Estes assuntos são tratados nos Dias de Campo 2013 Fundação MT na palestra “Manejo da fertilidade do solo” apresentada por pesquisadores da instituição. De acordo com Marcio Veronese, do Programa do Monitoramento e Adubação (PMA), na exposição aos participantes do evento, eles abordam diversos temas que norteiam o assunto fertilidade.

Um deles é quanto ao enxofre. Na busca de rendimento operacional de plantio com adubação no sulco, os produtores têm usado fórmulas mais concentradas em fósforo, que normalmente tem menor quantidade de enxofre. Neste caso o produtor deve buscar outra forma de suprir o enxofre. “Não podemos esquecer que em caso de deficiência nutricional o enxofre limita a produtividade da soja”, afirma Veronese.

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O gesso agrícola (sulfato de cálcio) é, segundo o pesquisador, uma fonte alternativa de enxofre, e ainda promove a melhoria das condições químicas do solo em sub superfície caso atenda os critérios para a gessagem, permitindo melhor crescimento radicular e maior aproveitamento da água no solo. “Mas a dificuldade é aplicar doses pequenas deste produto apenas para suprir o enxofre, por ser em pó. Normalmente a quantidade adicionada ao solo, por questões operacionais, é maior que a necessidade, mas não há problema algum”.

Outra ferramenta que o produtor deve considerar é a calagem. Para Veronese a decisão de fazer ou não calagem é difícil de ser tomada em função dos custos operacionais. E cada caso deve ser avaliado, medido, analisado. “Fazer calagem superficial só é possível se a base estiver com correção adequada.”

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Adubação fosfatada é outro tema abordado na palestra sobre fertilidade nos Dias de Campo Fundação MT. O pesquisador alerta que a decisão de aplicação no sulco ou em cobertura, vai depender muito da dose, da fonte e do nível de fósforo do solo. “Quanto maior o investimento em correção inicial, mais rápido o produtor pode passar a utilizar o sistema totalmente a lanço”, explica.

A importância do sistema de produção na eficiência de aproveitamento de nutrientes também é destacada na palestra. “O manejo da adubação vai além da quantidade ou da forma de aplicação do fertilizante”, destaca Veronese. Além disto, os gestores da fazenda devem analisar com cautela o ambiente de produção.

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Nos Dias de Campo Fundação MT este assunto é amplamente discutido pelos pesquisadores que abrem a conversa indagando os participantes sobre suas principais dificuldades com o manejo do solo. “A partir daí apresentamos informações agronômicas com base nos resultados de pesquisa. E sempre repetimos que para o manejo da fertilidade cada caso é um caso”, finaliza Veronese.

Dias de Campo – Já ocorreu em oito regiões produtoras de Mato Grosso. Os próximos eventos serão: dia 14 em Querência e dia 16 em Canarana. Inscrições para participar do Dia de Campo são gratuitas e podem ser feitas no local do evento.

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