A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, Eleonora Menicucci, reuniu-se hoje (22) com prefeitas e vice-prefeitas de municípios do estado. O encontro, na capital fluminense, serviu para estimular políticas públicas voltadas para as mulheres e avaliar alternativas para aumentar a participação delas em espaços de poder.

Segundo a SPM, dos 92 municípios fluminenses, 12 têm prefeitas e oito, vice-prefeitas. “É importante esse diálogo com as prefeitas porque é no município que a vida acontece. É onde as mulheres vivem, trabalham, passeiam e discutem a política”, disse a ministra.

De acordo com Menicucci, uma das prioridades da secretaria neste ano é incentivar a criação de estruturas governamentais especializadas em criar políticas para as mulheres. O estado do Rio criou ontem uma subsecretaria de Políticas para as Mulheres, vinculada à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

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De acordo com o secretário estadual de Assistência Social, Zaqueu Teixeira, apenas três (Queimados, Saquarema e São Gonçalo) dos 92 municípios têm coordenadorias voltadas para as mulheres.

“Com essa mobilização, podemos levar às prefeitas [a ideia de] que é necessário criar órgãos como esses para avançar nas políticas públicas e dialogar com a nova subsecretaria estadual e com a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Se os prefeitos, e principalmente as prefeitas, não forem sensibilizados, nós perdemos a oportunidade de ter esse avanço”, disse.

Para a vice-prefeita do município de Paraíba do Sul, Mariangela Santos, o encontro é uma oportunidade de trocar experiências com o governo federal e outras prefeituras. “Nós já temos [no município] um avanço muito grande em relação à atenção à mulher, com vários projetos desenvolvidos. Mas estamos aqui para ouvir, aprender e desenvolver mais ainda as atenções à mulher, porque podemos contribuir muito mais”, disse.

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A prefeita de Paty do Alferes, Lúcia Fonseca, que está em seu terceiro mandato, lembrou que tem, entre as prioridades, a atenção à saúde da mulher e o apoio a mulheres vítimas de violência. “As cidades do interior têm uma característica, às vezes muito grande, da violência doméstica. A gente tem feito um trabalho em que procura proteger a mulher e mostrar que ela precisa buscar seu espaço e não ficar submissa [a situações de violência em casa]”, disse.

Para a ministra Eleonora Menicucci, mesmo políticas públicas que não sejam diretamente voltadas para as mulheres podem ter efeitos positivos para a qualidade de vida dessa parcela da população, como um transporte público confortável e uma boa iluminação pública nos municípios.

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“A cidade bem iluminada diminui drasticamente o índice de violência contra as mulheres, os sequestros de crianças e a insegurança de sair para trabalhar. O transporte público precisa dar garantia às mulheres de que, durante o trajeto, elas não serão agredidas, violentadas ou humilhadas. O transporte de qualidade dá segurança às mulheres”, acrescentou.

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