Apesar de o ditado popular afirmar que dinheiro não traz felicidade, uma pesquisa nos Estados Unidos concluiu que as pessoas com patrimônio igual ou maior que US$ 5 milhões se sentem muito mais felizes e satisfeitas com seus trabalhos e relacionamentos do que quem acumulou US$ 100 mil ou menos.

Os dados são de levantamento feito pelo Spectrem Group, consultoria especializada no mercado de luxo.

No grupo dos milionários, 44% dos entrevistados se consideram felizes; entre os da menor faixa de renda, a taxa cai para cerca de 24%.

O Spectrem ouviu cerca de 1.200 pessoas, entre investidores emergentes (com patrimônio líquido de US$ 100 mil ou menos) e milionários (com patrimônio que vale US$ 5 milhões ou mais), que foram questionados sobre seus níveis de satisfação com trabalho, casamento, hobbies, entre outros.

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O estudo mostrou que, conforme a riqueza pessoal avança, melhores são os indicadores de felicidade. Os pesquisadores pediram aos entrevistados que avaliassem cada item em uma escala crescente de 1 a 10, sendo 1 equivalente a “muito infeliz” e 10, a “muito feliz”.

Em relação ao trabalho, por exemplo, 53% dos milionários responderam estar muito satisfeitos com seu emprego atual ou anterior. Em comparação, apenas 21% das pessoas que tinham menos de US$ 100 mil deram a mesma resposta.

Mais de 70% dos milionários também se disseram “muito felizes” em seus casamentos ou relacionamentos fixos; entre os emergentes, 45% estão na mesma situação.

No relacionamento com os filhos, milionários muito felizes são 59%, enquanto entre os emergentes a taxa é de 52%. Nos aspectos envolvendo a vida social, 43% dos milionários se dizem felizes, mas apenas 20% dos emergentes vê esse aspecto como satisfatório.

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Em relação a atividades de lazer que não envolvem o trabalho, os milionários também estão significativamente mais satisfeitos: 47% se dizem felizes, contra 20% dos investidores com patrimônio inferior a US$ 100 mil.

A constatação menos surpreendente é a de que, entre os milionários, a grande maioria está satisfeita com sua situação financeira (67%). Entre os emergentes, apenas 11% se consideram felizem quanto a este aspecto.

Todos os entrevistados concordaram que os componentes mais importantes da felicidade são, pela ordem: um relacionamento afetivo feliz, boa saúde, liberdade para fazer coisas que são importantes para si mesmo, e filhos felizes e saudáveis.

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