Fogos de artifícios vendidos no centro de Assunção (Foto: André Hernán / SporTV)
Fogos de artifícios vendidos no centro de Assunção (Foto: André Hernán / SporTV)

A morte do garoto boliviano Kevin Douglas Beltrán Espada completa, nesta quarta-feira, uma semana. Atingido por um sinalizador que partiu da torcida do Corinthians, o garoto de 14 anos foi enterrado no domingo. Doze corintianos seguem presos em Oruro, enquanto, em São Paulo, um menor de 17 anos afirma ser o responsável pelo disparo do artefato. A tragédia ocorrida em solo boliviano abalou a América do Sul.

Em Assunção, a polícia paraguaia está mobilizada. No total, 450 homens trabalharão na partida entre Libertad e Palmeiras, que será realizada na próxima quinta-feira, às 19h15 (horário de Brasília), no estádio Nicolas Leoz. Além de garantir a segurança do público, estimado em seis mil pessoas, a maior preocupação é evitar que os sinalizadores entrem no palco do confronto.

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Pelas leis paraguaias, é proibido o uso desse material, já há três anos, em praças esportivas. No entanto, isso não é respeitado. Andando pelo centro da capital Assunção é possível encontrar sinalizadores e fogos de artifício com muita facilidade, ao custo médio de 30 mil guaranis, o que equivale a R$ 15.

– Eu vendo o tempo todo para torcedores, sejam do Olímpia, do Cerro Porteño, do Libertad ou do Guarani. Não tem problema nenhum – afirmou uma vendedora ambulante, que pediu para não ser identificada e que, na sua bancada, contava com vários tipos e tamanhos de fogos.

Para Manoel Sosa, chefe do policiamento em eventos esportivos de Assunção, a situação não é fácil de ser controlada. Apesar do rígido controle, sempre tem alguém que fura o bloqueio e coloca os outros torcedores em risco.

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– É lindo de ver, mas é muito perigoso. Os torcedores que vierem ao jogo serão fiscalizados duas vezes. Primeiro, em uma barreira mais distante do estádio e, depois, antes de entrar. Nossa maior preocupação é com o torcedor do Palmeiras. Os locais estão acostumados com a nossa maneira de trabalhar. Não sabemos nem em quantos eles virão. Estamos trabalhando para que possamos controlar a situação da melhor maneira possível – ressaltou o chefe do policiamento.

Sosa deixa claro que não tem como não pensar no que ocorreu em Oruro.

– Preocupa muito porque, além de chefe do policiamento, sou um pai de família. Antigamente, quando era criança, ir ao estádio era um prêmio. Hoje os pais pensam duas vezes. Temos de trabalhar forte porque o que aconteceu lá na Bolívia não pode se tornar algo frequente – disse.

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O estádio Nicolas Leoz tem capacidade para dez mil torcedores. Além de acanhado, certamente não estará lotado. O Libertad tem uma média de quatro a cinco mil torcedores nos seus jogos. Os palmeirenses serão alojados atrás de um dos gols. A expectativa da polícia paraguaia é de que 300 torcedores saiam do Brasil para empurrar o time comandado por Gilson Kleina.

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