Presos da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, começaram uma rebelião na manhã desta quinta-feira (21). Duas pessoas – um agente penitenciário e uma professora – são feitas reféns, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). A tropa da Polícia Militar (PM) está no local. O motim, segundo a PM, é feito no Pavilhão 1.

De acordo com o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, 90 presos estão envolvidos no motim. O pavilhão onde acontece a rebelião é ao lado de onde está detido o goleiro Bruno Fernandes, réu no processo de desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. Além de Bruno, está detido no mesmo pavilhão o amigo dele Luiz Henrique Romão, o Macarrão.

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Os presos saíram das celas e estão no pátio. Eles queimaram colchões e usaram pedaços de tecidos para tentar escapar do pavilhão pelo telhado. Eles também usaram o que parece ser roupa de cama para escrever as palavras “opressão” e “sistema” no chão do pátio do pavilhão. Um helicóptero da polícia acompanha a movimentação. Policiais estão nos muros do presídio fazendo o monitoramento os detentos.

O Grupamento de Ações Táticas Especiais chegou ao presídio às 11h20. Minutos depois, foi ouvido uma explosão vinda dentro do pavilhão. Alguns detentos estão no telhado e jogam telhas no pátio. Há informações de que uma pessoa estaria embaixo de uma pilha de colchões. É possível ver fumaça em outro pavilhão.

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Segundo uma fonte ligada ao subsecretário informou que ele disse que os rebelados reclamam da demora na autorização de visitas e na proibição da entrada de mulheres grávidas. Eles ainda se queixam da diração do presídio e pedem revisão de pena.

O motim começou quando a professora, que é uma das reféns, dava aula para alguns dos detentos, pelo ensino fundamental, e era escoltada pelo agente, que também está em poder dos rebelados.

No pavilhão 1, estão presos que têm penas altas por crimes como tráfico de drogas, furto e roubo.

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