O promotor Henry Wagner Vasconcelos vai pedir à Polícia Civil que apure o vazamento do inquérito sigiloso divulgado ontem (26). O documento, feito pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), investiga a participação de outro policial civil na morte de Eliza Samudio, identificado como Gilson Costa.
Segundo a assessoria do MPMG, Vasconcelos quer que a polícia instaure um inquérito para encontrar os responsáveis pela divulgação das informações. A Polícia Civil quebrou os sigilos bancários e telefônicos do goleiro Bruno Fernandes, de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola e de José Lauriano, o policial aposentado chamado de Zezé. Além de depósitos de altos valores, foram encontradas ligações para Costa.
Segundo a polícia, Bola ligou para Zezé 15 vezes na noite em que Eliza teria sido morta. O envolvimento de Gilson Costa consta nesta investigação paralela em caráter sigiloso.
Os depósitos apontam movimentações de mais de R$ 100 mil nas contas dos envolvidos, valores incompatíveis com seus rendimentos.
O advogado de Bruno, Lúcio Adolfo, insatisfeito com a investigação, afirmou que o jogador tinha rendimentos que justificam os montantes.
— Havia transferências de R$ 80 mil, R$ 100 mil, mas nunca apareceram os valores apontados pela acusação como pagamento pela morte de Eliza. Quem gerenciava a vida econômica do Bruno era o Macarrão, ninguém discute isso.
O advogado de Bola, Ercio Quaresma, ironizou a tentativa do MP em ligar a morte de Eliza a mais um ex-integrante do GRE.
— Nesse inquérito só tem delírios de um promotor que quer fazer mágica. Daqui a pouco vão procurar pela Eliza no sítio do GRE (Grupo de Resposta Especial – já extinto pela Polícia Civil).

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Júri

Na próxima segunda-feira (4), Bruno e a ex-mulher, Dayanne Rodrigues, começam a ser julgados pelo desaparecimento e morte de Eliza.
O goleiro responde por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver e pode pegar até 41 anos de prisão. Dayanne será julgada por sequestro e cárcere privado, com pena prevista de até cinco anos.
Na tarde desta quarta-feira (27), a 4ª Câmara Criminal do TJMG julga mais um pedido de habeas corpus para o goleiro. Desta vez, a defesa se apoia em um pré-contrato assinado com o Boa Esporte, de Varginha, para tentar conseguir a prisão domiciliar.

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