O quinto dia do julgamento de Gil Rugai deve ser o derradeiro para decidir o destino do acusado de matar a tiros o pai e madrasta em 2004 em São Paulo. Nesta sexta-feira (22), acusação e defesa debaterão sobre os depoimentos das testemunhas e o interrogatório do réu para convencer os jurados, respectivamente, da culpa ou inocência.

Gil é acusado de matar o pai e a madrasta com 11 tiros, na residência em que morava na Rua Atibaia, em Perdizes, na Zona Oeste da cidade. No mesmo processo pelo homicídio, Gil responde ainda à acusação de ter dado um desfalque de mais de R$ 25 mil, em valores da época, à empresa do pai, razão pela qual havia sido expulso do imóvel cinco dias antes do crime. Ele cuidava da contabilidade da ‘Referência Filmes’.

A estratégia do Ministério Público para sensibilizar os sete jurados e buscar a condenação do acusado será a de mostrar a arma do crime e a linha do tempo, que coloca Gil Rugai na cena do crime. Uma gravação telefônica da mãe de Gil, Maristela Grego, em que ela afirma que o filho saiu da casa de uma amiga direto para a KTM na noite do crime, também poderá ser explorada. A gravação indica ser mentira a versão de Gil de que passou pelo Shopping Frei Caneca entre um lugar e outro.

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“Para mim, foi ele (Gil), foi ele. Não tem como não ter sido ele o autor do crime. Mostrarei a arma para o plenário para que os jurados e o próprio acusado veja o que matou o casal”, afirmou o promotor Rogério Leão Zagallo.

Os defensores de Rugai também vão exibir a sua linha do tempo, que exclui o réu da mansão em Perdizes, onde Luís Carlos Rugai e Alessandra Troitino foram alvejados por nove disparos de uma pistola. Além disso, os advogados reuniram fotos do acusado dentro da prisão, numa cerimônia religiosa com os demais presos. Questionado sobre a possibilidade de as imagens serem mostradas aos jurados, o advogado Thiago Anastácio disse: “Não sei. Realmente não sei ainda. Talvez.”

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Gil chegou a ficar detido preventivamente por cerca de dois anos nos Centros de Detenção Provisória de Pinheiros, Zona Oeste, e Belém, Zona Leste de São Paulo. As imagens mostram o rapaz participando do batizado de outros colegas de cela naquela época. Vídeos e gravações telefônicas também foram juntados.

Em tese, Zagallo e o assistente da acusação, o advogado Ubirajara Pereira, contratado para defender os interesses da família de Alessandra Troitino, vão tentar demonstrar aos jurados que Gil Rugai, um sujeito com hábitos estranhos, é inteligente, frio e calculista, ao ponto de assassinar o casal.

Os advogados Marcelo Feller e Thiago Anastácio vão falar que Gil é um sujeito estranho também, mas que foi incompreendido e investigado como suspeito justamente por seus hábitos incomuns, como andar de sobretudo no calor.

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Uma semana de júri
O julgamento de Gil Rugai entra nesta sexta-feira no seu quinto dia. Até agora ocorreram os depoimentos de testemunhas de acusação, defesa, arroladas pelo juízo e o interrogatório do réu.

A previsão do juiz Adilson Paukoski Simoni é que o julgamento termine ainda nesta sexta-feira. Caberá a sete jurados – cinco homens e duas mulheres, escolhidos por sorteio – decidirem se Gil Rugai matou ou não o pai e a madrasta. O réu, que atualmente tem 29 anos de idade, responde ao processo em liberdade, mas já chegou a ficar preso por dois anos no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros. Depois passou cerca de cinco meses na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo.

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