O ministro do Interior da Turquia, Muammer Guler, disse que um grupo de extrema-esquerda turco foi o responsável pelo atentado suicida à embaixada dos Estados Unidos em Ancara, nesta sexta-feira. Na ação, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas.

Caso confirmada a informação, serão descartados os rumores de que a ação seria uma represália ao suposto ataque de Israel à Síria ou que teria envolvimento do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que querem a separação de uma região no norte turco.

No ataque à embaixada, um segurança de origem turca foi morto e outros dois agentes ficaram feridos após p terrorista detonar a bomba ao lado da guarita de segurança da embaixada, dentro do terreno, em área que é considerada território americano. O posto de segurança ficou destruído.

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Segundo o ministro, o suicida que fez o atentado pertenceria ao partido Frente Revolucionária de Libertação do Povo, e já teria sido preso por acusações de terrorismo.

A agremiação não comentou sobre a acusação. O grupo é acusado pelo governo turco de fazer ataques à polícia nos últimos anos por não concordar com as políticas do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. Os militantes também são contrários ao envio de mísseis da Otan à fronteira com a Síria.

Apesar de não estar em atividade intensa, o partido ainda é considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos. A agremiação não possui nenhuma relação conhecida com grupos radicais islâmicos, como o Hizbollah e a Al Qaeda.

ATAQUE

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A explosão em Ancara acontece cinco meses depois de o corpo diplomático dos Estados Unidos ser vítima de um ataque no consulado de Benghazi, na Líbia.

Na emboscada, em 11 de setembro, morreu o embaixador no país, Christopher Stevens, e outros dois diplomatas. Foi a primeira vez que um embaixador americano foi morto desde 1988.

A ação na Líbia provocou críticas no país e foi motivo para investigação no Senado americano sobre o tema. Há duas semanas, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, prestou depoimento em que assumiu a responsabilidade pelo fato.

O governo americano atribuiu a ação à rede terrorista Al Qaeda. Após o atentado na Líbia, o Departamento de Estado reforçou a segurança em diversas representações diplomáticas no mundo para evitar novos ataques.

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