A venda de títulos públicos pela internet bateu recorde em janeiro. Segundo balanço divulgado hoje (20) pelo Tesouro Nacional, os investidores cadastrados no Programa Tesouro Direto adquiriram R$ 630,6 milhões no mês passado, o maior valor mensal desde a criação do programa, em 2002.

O montante é 2,33% maior que o recorde anterior, registrado em janeiro do ano passado, quando R$ 616,3 milhões haviam sido vendidos. O primeiro mês do ano é marcado por forte volume de vendas por causa de aplicadores que recebem o rendimento dos papéis que venceram e aproveitam o recurso para reinvestir no programa e comprar novos títulos pela internet.

Os papéis corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram os mais procurados, concentrando 58,6% do valor vendido. Em seguida, vieram os títulos prefixados (com juros definidos antecipadamente), cuja participação atingiu 35,7%. Os papéis vinculados à Selic (taxa básica de juros) corresponderam a 5,7% das vendas.

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O número total de investidores cadastrados no programa alcançou 334.285, o que representa incremento de 18,2% nos últimos 12 meses. Somente em janeiro, 5.446 participantes aderiram ao Tesouro Direto. Os investimentos de menor valor continuaram a liderar a preferência dos aplicadores. As vendas abaixo de R$ 5 mil concentraram 51,5% do volume aplicado no mês.

Apesar do recorde de vendas, o estoque de títulos públicos aplicados no Tesouro Direto caiu 2,9% em janeiro, de R$ 9,58 bilhões para R$ 9,31 bilhões. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro resgatou R$ 1,028 bilhão. Desse total, R$ 142,4 milhões foram comprados de volta de investidores e R$ 885,5 milhões venceram porque os papéis chegaram ao fim do prazo. A variação do estoque representa a diferença entre as vendas e os resgates.

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O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só tem que pagar uma taxa à corretora responsável pela custódia dos títulos.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional compromete-se a devolver o valor com um adicional, que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente.

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