Abertura dos trabalhos da violencia contra as mulheres  01
Abertura dos trabalhos do mês das mulheres – Foto: Varlei Cordova/AGORA MT

O Departamento de Ações Programáticas da Secretaria Municipal de Saúde e o Conselho Municipal de Direitos da Mulher (CMDM) deram início esta sexta-feira (01), na programação em prol dos direitos das mulheres. O evento foi realizado na Escola Sagrado Coração de Jesus em Rondonópolis.

A gerente do departamento, Eliane Ormond, frisou que durante todo o mês de março serão desenvolvidas atividades que divulgam as conquistas que as mulheres obtiveram durante os anos e da importância de romper com o silencio na denuncia aos agressores. “Temos que despertar as mulheres para exigirem seus direito e principalmente quebrar o silêncio que faz várias vítimas. Infelizmente temos conhecimento de situações grotescas de violência contra a mulher que imaginávamos que não existiam”, disse Eliane.

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A presidente do CMDM, Mara Oliveira, recordou que ainda é alto o índice de violência contra as mulheres, principalmente no âmbito familiar, e essa situação não pode continuar. Mara destacou que o movimento tem se fortalecido com o passar do tempo, e exemplificou, que antes as atividades eram restritas apenas há uma semana e agora são realizadas durante o mês, além do aumento no número de parceiros que apoiam os trabalhos.

O objetivo do Departamento e do CMDM é percorrer diversos bairros, empresas, igreja e unidades de saúde da cidade, com palestras, orientações sobre pontos de suporte, ações educativas, missas, cultos dentre outras atividades.

Os trabalhos tiveram início com a palestra da professora Mestra em Psicologia e Sociedade da UNESP, Noemi Bandeira, que abordou as conquistas e lutas enfrentadas pelas mulheres. “Já avançamos muitos, porém é só o começo, ainda temos muito trabalho pela frente”, destacou Noemi e argumentou que é preciso trabalhar com conscientização das crianças e adolescentes para mudar esse pensamento agressivo.

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Dentre as conquistas a mestre pontuou a Lei Maria da Penha, pois hoje um indivíduo pode responder criminalmente e até ser preso por agredir uma mulher. Em contrapartida Noemi afirmou que é preciso desenvolver políticas públicas mais consistentes que ofereçam suporte para as mulheres agredidas.

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