Os cardeais da Igreja Católica têm neste sábado (9) o sexto dia de congregações, como são chamadas as reuniões que antecedem o conclave. Mesmo com a data definida para início das votações que escolherão o novo Papa, o encontro deste sábado foi mantido.
Ao chegar para o encontro, o cardeal Jean-Pierre Ricard, arcebispo de Bordeaux, disse à imprensa que o novo papa “deve ser um pastor” e que o perfil do eleito deverá “emergir nos próximos dias”.

Diferentemente do conclave, de que só participam os 115 cardeais eleitores, as congregações reúnem também aqueles que têm mais de 80 anos e que, portanto, não têm direito a voto.

Depois de 5 dias de encontros preparatórios para a eleição do novo pontífice, nesta sexta-feira (8) o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, anunciou que o conclave começará na terça-feira (12).

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Durante o período das votações, os cardeais não poderão receber informações externas durante a reunião, nem poderão ler jornais, ouvir rádio, assistir à TV ou acessar a internet, como prevê a Constituição Apostólica.

De acordo com Lombardi, para garantir o sigilo do conclave, serão instalados bloqueios de comunicação para impedir o uso de equipamentos e dispositivos eletrônicos, como celulares. A medida já foi tomada com relação à Sala dos Sinodos, onde têm ocorrido as congregações, garantindo o segredo das reuniões.

Os cardeais não terão que passar por revista para entrar na Capela Sistina, local do conclave. Já os funcionários e demais pessoas devem ter de se submeter a um detector de dispositivos. Durante o período de reclusão para a escolha do novo Papa, os cardeais poderão se confessar.

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A capela está fechada para a visitação turística desde a última terça-feira (5) e recebe os preparativos para a eleição. Decorada com afrescos dos maiores artistas do Renascimento, como Michelangelo e Rafael, ela fica dentro da ala de museus do Palácio Apostólico, na Cidade do Vaticano.

O trabalho principal de modificação para o evento é elevar o piso da capela. Sobre ele, são colocadas as mesas e cadeiras para acomodar os cardeais. Também são instalados os fornos (também chamados estufas) e a chaminé para o anúncio da escolha do novo Papa, com a tradição da “fumaça branca”.

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